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<span class="legend_box ">Dióxido de carbono: uma espécie entre tantas que prejudicam a camada de ozônio</span>
<span class="credit_box ">Getty Images/Lukas Schulze/13.11.2017</span>
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Apesar de ser o gás de efeito estufa mais conhecido, o dióxido de carbono (CO2) não é o único com essa propriedade, mas é o mais abundante em uma lista de quase duas mil variedades moleculares que são liberadas na atmosfera.</p>
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Entre os gases de efeito de estufa mais comuns também estão óxido de nitrogênio (NOx), ozônio (O3), clorofluorcarbonetos (CFC), metano (CH4), vapor d’água (H2O).</p>
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"A ideia é comunicar que existe uma família de gases que tem efeito estufa, e não apenas um", afirmou Fernando Valladares, professor do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha.</p>
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O pesquisador reconhece que, apesar de o CO2 ser o gás mais abundante, as atividades ligadas à liberação de metano (CH4), que têm tido "um pequeno volume de emissões, até agora", farão com que, em uma ou duas décadas, "o metano substitua o dióxido de carbono e se torne o principal gás de efeito estufa".</p>
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Por enquanto, "o CO2 é muito abundante na atmosfera, mais do que CH4, mas sua capacidade de aquecimento é 20 vezes menor", segundo o professor, o que significa que uma pequena quantidade de metano tem um efeito estufa maior do que a mesma quantidade de dióxido de carbono.</p>
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Já o meteorologista José Miguel Viñas, do instituto Meteored, considera que "nunca enfrentamos uma situação de CO2 na atmosfera como a atual" e, embora o gás possa favorecer a fotossíntese em algumas áreas, a principal desvantagem ligada à sua presença é o aumento da temperatura planetária.</p>
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Mas esses gases não são os únicos que afetam a Terra. Os clorofluoretos ou os chamados CFCs – gases derivados de processos industriais, utilizados em aparelhos de ar condicionado ou em compostos isolantes, como resinas e espumas – também têm efeitos sobre o aquecimento global.</p>
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A acumulação de CFCs foi revertida com o Protocolo de Montreal (1987), uma convenção destinada a proteger a camada de ozônio que teve "um efeito positivo", segundo Valladares.</p>
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Apesar disso, o desenvolvimento de diferentes processos industriais liberou outros gases na atmosfera, cujo acúmulo "ainda está por determinar, porque você libera algumas moléculas, mas elas reagem com o coquetel da atmosfera e outras se formam", explicou Valladares.</p>

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<div class="content">Liberamos, mas não medimos</div>
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Estima-se que liberemos mais de 1.600 ou 2.000 tipos moleculares na atmosfera", uma estimativa que, segundo o pesquisador, é aproximada, porque "sabemos que os liberamos, mas não há como medi-los".</p>
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Os resultados dessas emissões, ainda de acordo com Valladares, farão com que "não sejamos capazes de nos adaptar a uma mudança devido à sua velocidade" e à deterioração dos ecossistemas através da superação de "limites em processos naturais, como os ciclos de matéria e energia, a transmissão de calor para o planeta ou a acidificação dos corais".</p>
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O pesquisador espera que os acordos da COP25, Cúpula do Clima da ONU que será realizada a partir da próxima semana, em Madri, "sejam mais concretos e mais vinculativos", porque países como China, Estados Unidos e Índia "representam um peso muito importante nessas emissões".</p>
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"Não vamos conseguir mudanças profundas até que vejamos os sacrifícios como oportunidades", concluiu.</p>

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fontes: Urandir News & Record Tecnologia www.r7.com