Tecnologia & Ciencia – Urandir – Just True News

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<span class="legend_box ">Imagem: Pixabay</span>
<span class="credit_box ">Programa Inova 360</span>
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<p><strong>Por Geraldo Marques</strong></p>
<p>“Dinheiro não some, muda de lugar”. O advento do Bitcoin nos ajuda a entender essa afirmação. As criptomoedas não criam dinheiro novo, mas estabelecem uma relação com a economia ao serem compradas com moedas fiduciárias (real, dólar, euro) ou algum outro ativo que estavam alocados em algum outro local. O Bitcoin e as outras moedas digitais tiraram o dinheiro que estava “escondido” em reservas de valor ocasionando, claramente, num novo momento do mercado financeiro. E todo esse questionamento não é de hoje. Desde os princípios das relações de troca, o ser humano busca uma forma de resolver um problema que não tinha sido solucionado até então. É o que eu chamo de as “cinco chaves do dinheiro perfeito”.</p>
<p>Num primeiro momento, o valor intrínseco da moeda está relacionado à sua raridade. Quanto mais raro o metal precioso, mais valor ele tem, não é mesmo? No caso do BTC, o código é raro pela necessidade de trabalho computacional e finito. Mas não adianta alguém ter R$ 1 bilhão de reais em diamantes ou barras de ouro se não consegue transportá-los com facilidade. No caso das criptomoedas, elas saem na frente e colocam um ponto final neste problema: o ativo é transportado digitalmente e as operações são descentralizadas. Outra questão é a conversão dos valores a partir da indexação em metais preciosos, que não é algo simples. Como saber qual a quantidade exata de ouro e como retirá-la para comprar alguma coisa, por exemplo? Nas transferências de Bitcoin, por exemplo, o valor é dado automaticamente e com oito casas decimais, indo muito além do centavo, menor fração das moedas fiduciárias.</p>
<p>Já falamos de três chaves, certo? A quarta é a aceitação na comunidade para que as trocas aconteçam. Todos sabemos que uma nota de 100 dólares tem valor porque, mais do que ela, de fato, representa, as pessoas acreditam que a nota valha 100 unidades monetárias oficiais dos EUA, ou seja, a credibilidade supera o valor que a moeda tem.</p>
<p>E, por fim, as transferências precisam ser seguras. Tenho certeza que você já viu ou ouvir falar sobre notas de dinheiro falsas, transações online fraudadas, cartões de crédito clonados e sistemas de bancos invadidos. Mas isso nunca aconteceu com o Bitcoin pois, alinhado à descentralização do fluxo de informação, ele é criptografado ponta a ponta, e ainda tem uma sequência de equações matemáticas que não permitem que hackers burlem o sistema antes do sucesso da operação.</p>
<p>Raridade, portabilidade, fragmentação, credibilidade e segurança. Até então, essas características eram as cinco chaves do dinheiro do perfeito, o que nos ajudava a entender a migração do dinheiro de ambientes tradicionais para o das criptomoedas. Mas, agora, estamos chegando um ponto de inflexão e provavelmente você já pensou sobre ele. Pela ausência do chamado lastro, uma das características que a moeda fiduciária tem e que o Bitcoin não tem é justamente a estabilidade. O dinheiro migrou para o mercado de criptomoedas, mas a grande volatilidade não é compatível com instrumentos financeiros de reserva de valor. Desta forma, as criptos terão que superar esse paradigma e, ao invés de serem pressionadas pela especulação de compra e venda, deverão ser lastreadas através de algum ativo tangível e propor alguma solução na economia e no mundo real. O futuro, então, é agora. E ele não espera.</p>
<p><strong>Geraldo Marques</strong> assina a Coluna <strong>Mundo Blockchain</strong> no Inova360, parceiro do portal R7. É especialista em criptomoedas, co-fundador da Wibx,primeiro token do varejo nacional,  sócio-fundador e CEO da SUSTEN ENERGIA, que traz a stable coin NEBS para o mercado. É criador da empresa de tokenização Conectelo.</p>
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fontes: Urandir News & Record Tecnologia www.r7.com