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Protestos deixam 13 mortos na Índia durante visita de Trump  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  1b0f 15826545135e5564312f5f3 1582654513 3x2 rt   urandir   MUNDO   Protestos deixam 13 mortos na Índia durante visita de Trump

Ao menos 13 pessoas foram mortas e 150 ficaram feridas durante violentos choques entre grupos de manifestantes em Nova Déli, no momento em que o presidente americano Donald Trump faz sua primeira visita ao país

Os confrontos, os piores desde dezembro, quando começaram os atos contra uma nova lei de cidadania, baseada em religião, tiveram início no fim de semana, mas deixaram mortos na segunda-feira (24), segundo informou a polícia nesta terça (25). 

Parte da população está descontente com o premiê indiano, Narendra Modi, a quem acusam de favorecer os hindus e prejudicar a minoria de mais de 180 milhões de muçulmanos do país.

Trump, que se encontrou com Modi no estado de origem do premiê, Gujarat, elogiou a Índia como um país tolerante.

“A Índia é um país que orgulhosamente abraça a liberdade, os direitos individuais, o Estado de direito e a dignidade de todo ser humano”, disse, a uma multidão de mais de 100 mil pessoas na segunda-feira.

“Sua unidade é uma inspiração para o mundo”.

Nesta terça, mais violência foi registrada em áreas no norte de Nova Déli. TVs locais mostraram grandes nuvens de fumaça saindo de um mercado que foi incendiado. Testemunhas relataram à agência de notícias Reuters terem visto grupos andando nas ruas com pedras e porretes na mão.

Um chefe dos bombeiros disse que sua equipe respondeu a mais de uma dúzia de chamados com incidentes nesta terça e que a violência da véspera não diminuiu, apesar de autoridades terem tomado medidas de emergência proibindo a reunião de pessoas nas áreas mais atingidas. 

A polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra manifestantes, ferindo algumas pessoas. Dois jornalistas foram atacados e agredidos pela multidão.

Na segunda-feira, a polícia também jogou gás e granadas de fumaça contra quem protestava, mas teve dificuldades em conter os manifestantes, que jogaram pedras, queimaram veículos e fizeram barricadas de metal. 

Escolas e cinco estações de metrô na área norte da cidade foram fechadas nesta terça. Autoridades locais afirmaram que receberão reforços para patrulhar a cidade.

Segundo a controversa lei aprovada pelo Parlamento em dezembro, membros de minorias religiosas, como hindus e cristãos, vindos de países vizinhos como Bangladesh, Paquistão e Afeganistão e que se estabeleceram na Índia antes de 2015, poderão pleitear cidadania por enfrentarem perseguição nos seus lugares de origem.

No entanto, a nova lei não oferece a mesma proteção para muçulmanos. Para os críticos, isso enfraquece os fundamentos seculares indianos.

Na época, Modi disse que a lei foi aprovada pelo Parlamento e não há como voltar atrás. Afirmou também que a decisão está “1.000% correta”.

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fonte: Folha de São Paulo folha.com.br