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Netanyahu fica mais perto de acordo para dividir mandato de premiê com o principal rival  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  9b8c 15843104455e6ea8add7288 1584310445 3x2 xl   urandir   MUNDO   Netanyahu fica mais perto de acordo para dividir mandato de premiê com o principal rival

Considerado até então como o principal rival do premiê Binyamin Netanyahu, Benny Gantz foi eleito presidente do Knesset, o Parlamento israelense, nesta quinta-feira (26), em uma manobra que pode abrir caminho para um governo de união entre os dois.

Único candidato nesta disputa, Gantz foi eleito com apoio do Likud, partido de Netanyahu que ficou em segundo lugar nas eleições de 2 de março. Ele teve, no entanto, apoio parcial de seu próprio partido, o Azul e Branco, que rachou.

O número 2 do partido, Yair Lapid, rejeita o acordo com Netanyahu e deve ir para a oposição caso o acerto se confirme.

Netanyahu, 70, e Gantz, 60, discutem dividir o mandato em duas partes, sendo que cada um deles seria o primeiro-ministro em metade do período.

Segundo o jornal The Times of Israel, um acordo em debate prevê que Netanyahu assuma o comando agora e fique até setembro de 2021. Enquanto isso, Gantz atuaria como ministro das Relações Exteriores, e, na segunda etapa, passaria ao cargo de premiê.

Gantz venceu as eleições do início do mês e obteve o direito de tentar formar um governo. No entanto, tem obtido dificuldade para fazer acordos com outras legendas.

Netanyahu segue como premie interino enquanto isso. Ele, que comanda o país desde 2009, propôs um governo de emergência nacional com Gantz, para combater a crise do coronavírus. Os casos sobem de modo preocupante no país, que adotou medidas de restrição.

Um dos fatores que dificultam um acordo é que Netanyahu está sendo indiciado por três casos de corrupção. Outros partidos, inclusive membros do Azul e Branco, se recusam a integrar um governo chefiado por ele.

Netanyahu segue como primeiro-ministro enquanto o impasse permanece. Ele foi acusado de agir de forma autoritária ao determinar uma série de medidas de emergência por causa do coronavírus que têm o potencial de lhe beneficiar. Uma delas levou ao adiamento de dois meses do seu próprio julgamento.

O resultado desta quinta foi uma vitória para o premiê. O ex-presidente do Parlamento, Yuli Edelstein, era um aliado do premiê e renunciou na quarta-feira (25) após pressão da Suprema Corte. Com isso, houve espaço para que a oposição conquistasse o comando da Casa. No entanto, o principal líder opositor do país agora está ao lado do partido de Netanyahu.

Israel teve três eleições desde o ano passado. Nenhuma delas conseguiu criar condições para a formação de um governo, porque os vencedores tiveram vantagens apertadas nas urnas. Gantz e Netanyahu tentaram acordos com outros partidos em várias ocasiões, mas não conseguiram consenso.

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fonte: Folha de São Paulo folha.com.br