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México oferece refúgio a ex presidente boliviano Evo Morales  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  ad9a 15734407885dc8cd14f2625 1573440788 3x2 xl   urandir   MUNDO   México oferece refúgio a ex presidente boliviano Evo Morales

O México ofereceu refúgio ao ex-presidente boliviano Evo Morales e anunciou já ter recebido vinte integrantes do Legislativo e do Executivo da Bolívia em sua embaixada em La Paz, disse pelo Twitter o ministro das relações exteriores mexicano, Marcelo Ebrard.

“México, seguindo sua tradição de asilo e não intervenção, recebeu 20 personalidade da Bolívia na residência oficial em La Paz, e decidiu oferecer asilo (refúgio) também a Evo Morales”, disse.

Dentro da embaixada, os ministros, deputados e senadores do partido MAS, de Evo, estarão a salvo de prisão, porque já estarão sob proteção do governo mexicano. Se Evo aceitar a oferta de refúgio do México, também contará com essa proteção.

Vários dos abrigados na embaixada afirmaram que suas famílias haviam sido ameaçadas. Manifestantes queimaram casas de várias autoridades no país.

Evo renunciou à Presidência da Bolívia em pronunciamento na televisão às 18h (horário de Brasília), da cidade de Cochabamba, após pressão das Forças Armadas e protestos intensos nas grandes cidades do país.

“Me dói muito que nos tenham levado ao enfrentamento. Enviei minha renúncia para a Assembleia Legislativa Plurinacional”, afirmou.

Ele havia anunciado a convocação de novas eleições na manhã do domingo, depois que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, pediu a anulação das eleições na Bolívia, após auditoria realizada na apuração dos votos. 

A tensão na Bolívia vinha escalando nas últimas semanas por conta de enfrentamentos entre apoiadores e críticos de Evo, que o acusam de fraude. Nos dias mais recentes, houve levantes de policiais e militares que se recusaram a tomar ações de repressão contra opositores, enquanto Evo acusava uma “tentativa de golpe de Estado”.

Os resultados contraditórios divulgados após as eleições do último dia 20 de outubro, que conferia um quarto mandato a Evo, foram o estopim da crise.

O órgão eleitoral iniciou uma contagem rápida, que dava um resultado de segundo turno até os 80% das atas apuradas. Três horas depois, porém, essa contagem foi interrompida por 24 horas, enquanto se acelerou a contagem “voto a voto”. Quando por fim foram anunciados os resultados, Evo estava na frente por pouco mais de dez pontos percentuais de vantagem, o que o levaria a conquistar seu quarto mandato já num primeiro turno.

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fonte: Folha de São Paulo folha.com.br