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Itália, onde infecções dão sinal de estabilização, estuda plano para sair do confinamento  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  e3da milao   urandir   MUNDO   Itália, onde infecções dão sinal de estabilização, estuda plano para sair do confinamento
Autoridades italianas, entre elas o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, insistem em que o retorno do país a suas atividades tem que ser gradual. Praça da Catedral de Milão, vazia, é lavada por um funcionário, em 31 de março de 2020
Flavio Lo Scalzo/Reuters
A Itália estuda um plano para sair do confinamento e retomar as atividades, após o anúncio do ministro da Saúde de prorrogação do isolamento até 12 de abril, devido à pandemia do novo coronavírus.
Vilarejo da Itália se transforma em laboratório para estudar o novo coronavírus
O número de mortos por Covid-19 no país foi de 837 nesta terça-feira (31). Em decorrência do surto da doença no país, 12.428 pessoas morreram até .
Os novos casos foram 4.053, contra 4.050 na segunda-feira (30). Há um indício de que a curva de infecções esteja começando a ficar plana. A região mais atingida, a da Lombardia, passa por um momento de queda brusca.
Volta gradual
Autoridades italianas, entre elas o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, insistem em que o retorno do país a suas atividades tem que ser gradual.
Momento adequado
O momento adequado par retomar as atividades poderia ser quando o número de novas infecções for zero, ou próximo de zero, em todo o território. Para especialistas, este momento poderia acontecer entre 5 e 16 de maio, segundo a região.
Em Trentino-Alto Adige, extremo norte, esse limite poderia ser em 6 de abril; no Valle de Aosta (norte), em 8 de abril; em Puglia, no dia seguinte; e em Lazio, em 16 de abril, segundo estimativas do Instituto Einaudi de Economia e Finanças (Eief) publicadas pelo jornal “Il Corriere della Sera”.
Nas regiões do Norte, as mais afetadas pela doença, esse nível deve ser alcançado em 14 de abril, no Vêneto; em 22 de abril, na Lombardia; e em 28 de abril, na Emiglia-Romana. A Toscana concluiria o ciclo em 5 de maio. A incerteza persiste em algumas regiões, como a Campânia.
Os testes, um elemento-chave
O presidente do Conselho Superior de Saúde, Franco Locatelli, opina que, para reativar o país, é necessário realizar testes serológicos e comprovar a presença de anticorpos no sangue, de forma a identificar como o coronavírus se propagou, e contar com informações relevantes sobre a “imunidade de grupo”, elemento-chave para proteger toda a população.
“A prioridade é a saúde, mas deve ser compatível com os aspectos econômicos, para evitar uma crise ainda mais difícil”, assinalou hoje o jornal romano “Il Messaggero”.
A proposta do presidente da região do Vêneto, Luca Zaia, é estudada com atenção. O líder político quer introduzir uma “autorização de circulação” que certifique, com um teste serológico rápido, que um indivíduo não pode transmitir a doença.
“A experiênia científica nos diz que é um enfoque correto”, explica Maurizio Sanguinetti, especialista em doenças infecciosas da Fundação Hospital Gemelli, de Roma. O cientista considera que é possível usar uma máquina, que o hospital deverá receber na próxima semana, “que realiza cerca de 1,4 mil testes por dia”, afirmou.
Para o estudioso, é necessário combinar testes serológicos, que detectam anticorpos específicos, e testes moleculares, que buscam a presença do vírus no corpo.
“Deve-se levar em conta que há um intervalo de cinco dias durante o qual os anticorpos não se desenvolveram e o vírus pode estar presente”, adverte o estudioso, que pede a combinação das duas técnicas para obter resultados mais confiáveis.
O calendário
O Conselho de Ministros, que se reunirá esta semana, deverá aprovar o confinamento até o Domingo de Páscoa, 13 de abril, e deverá indicar, também, o plano a ser seguido se o número de pacientes diminuir de forma duradoura.
A reativação do país vai ser lenta, gradual, e tentará se evitar a qualquer custo que os “positivos” se desloquem pela península, advertiram os cientistas, segundo quem um novo surto poderia gerar uma nova emergência nacional.
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Artigo Publicado no Globo.com https://g1.globo.com