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Greve na França contra reforma da previdência de Macron cria caos nos transportes pelo 2º dia  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  1ef4 2019 12 06t115044z 42391209 rc2npd9pzwfj rtrmadp 3 france protests pensions   urandir   MUNDO   Greve na França contra reforma da previdência de Macron cria caos nos transportes pelo 2º dia
Dez das 16 linhas do metrô de Paris ficaram fechadas. Manifestantes prometem continuar os protestos pelo fim de semana. Manifestante sindical em Nice protesta em estação de trem nesta sexta-feira (6), segundo dia de greves na França
Eric Gaillard/Reuters
A França passou nesta sexta-feira (6) pelo segundo dia consecutivo de greve, o que causou caos nos transportes e falta de funcionários em escolas e hospitais. Representantes de sindicatos disseram que não vão afrouxar o movimento grevista contra a reforma previdenciária de Emmanuel Macron até o presidente recuar da proposta.
Trens com destino a Paris foram cancelados no horário de pico nesta sexta-feira, e 10 de 16 linhas de metrô foram fechadas, enquanto outras ofereciam serviços limitados. Como os usuários do transporte interurbano recorreram aos seus carros, congestionamentos de 350 quilômetros entupiram as ruas dentro e ao redor da capital, de acordo com o aplicativo de trânsito Styadin.
Com falta de trens, houve congestionamento nas rodovias que dão acesso a Paris, capital da França, nesta sexta-feira (6)
Charles Platiau/Reuters
Os ferroviários prorrogaram sua greve nesta sexta-feira, e sindicatos da RATP, a operadora de ônibus e metrô de Paris, disseram que sua paralisação continuará até segunda-feira.
“Protestaremos durante uma semana ao menos, e no fim desta semana é o governo quem recuará”, disse Patrick Dos Santos, funcionário do transporte de Paris de 50 anos.
Greve na França
Serviços públicos entram em segundo dia de paralisação na França
Grande parte da França parou na quinta-feira, quando funcionários dos sistemas de transporte entraram em greve acompanhados de professores, médicos, policiais, bombeiros e outros servidos públicos. Gás lacrimogêneo se espalhou pelas ruas de Paris e Nantes à medida que os protestos se tornaram violentos.
ANÁLISE: Momento decisivo para Macron
A greve coloca, de um lado, Macron, um ex-banqueiro de investimento de 41 anos que tomou posse em 2017 prometendo abrir a economia altamente regulada da França. Do outro, centrais sindicais poderosas dizem que ele está determinado a desmantelar as garantias trabalhistas do país.
As principais centrais sindicais deveriam se reunir na manhã desta sexta-feira para decidir as próximas ações.
Estação de trem em Paris ficou parada nesta sexta-feira (6), segundo dia de greves na França
Charles Platiau/Reuters
O resultado depende de quem cede primeiro – os sindicatos, que correm o risco de perder o apoio público se os transtornos durarem muito, ou o presidente, cujos dois anos e meio no cargo vêm sendo abalados por ondas de tumultos sociais.
O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, disse que uma reforma profunda é necessária para tornar o generoso sistema de pensões sustentável. Menos professores devem fazer greve nesta sexta-feira, estimou ele.
Macron quer simplificar o sistema de pensões atual, que comporta mais de 40 planos diferentes. Ferroviários e marinheiros, por exemplo, se aposentam até uma década mais cedo do que a média dos trabalhadores. Ele diz que o sistema é injusto e caro demais e que os franceses terão que trabalhar mais tempo.

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Artigo Publicado no Globo.com https://g1.globo.com