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Equador diz ter negociado acordo com Reino Unido para Assange deixar a embaixada  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  264d 15441294665c098bbad0302 1544129466 3x2 rt   urandir   MUNDO   Equador diz ter negociado acordo com Reino Unido para Assange deixar a embaixada

O presidente do Equador, Lenin Moreno, aumentou a pressão para que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deixe a embaixada do país em Londres, onde está asilado há seis anos.

Moreno disse que o Reino Unido deu garantias suficientes de que Assange não será extraditado aos Estados Unidos, onde enfrentaria julgamento pela divulgação de milhares de documentos secretos do governo americano.

Em uma entrevista a rádio nesta quinta-feira (06), Moreno sugeriu que meses de negociações secretas entre Londres e Quito finalmente trouxeram resustados para resolver o impasse em torno do futuro de Assange.

“A estrada está livre para o sr. Assange tomar a decisão de deixar [a embaixada]“, disse Moreno, se referindo a garantias que recebeu por escrito do governo britânico.

Moreno não chegou a dizer que expulsaria Assange da sede diplomática, mas afirmou que não gosta de tê-lo na embaixada do país.

“Eu não gosto da presença de Assange na Embaixada Equatoriana, mas nós temos sido respeitosos de seus direitos humanos e com esse respeito em mente nós achamos que seis anos é muito tempo para alguém ficar praticamente encarcerado na embaixada”, disse.

O presidente ressaltou que Assange ainda teria de enfrentar uma pena de prisão no Reino Unido por violar os termos de sua fiança quando ele buscou o asilo no prédio sul-americano para evitar a extradição para a Suécia, onde as autoridades queriam interrogá-lo por suspeitas de agressão sexual.

A investigação sueca foi encerrada, mas o Reino Unido disse que ele será preso se deixar a embaixada.Moreno disse que a sentença seria curta, não mais do que seis meses.

Assange, por sua vez, alega que Quito tenta encerrar seu asilo e entregá-lo à Justiça dos EUA.

A relação do ativista com Quito se desgastou nos últimos meses, ao ponto em que Moreno chegou a cortar o acesso de Assange à internet por supostamente violar os termos de seu asilo ao falar de questões políticas.

Assange processou o governo equatoriano por violar seus direitos como cidadão do país: o australiano ganhou a cidadania equatoriana no ano passado como parte de um plano para nomeá-lo diplomata e usar sua imunidade no cargo para enviá-lo à Rússia.

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fonte: Folha de São Paulo folha.com.br