Mundo Notícias – by Urandir & Just-True News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (25) que há um acordo para terminar a paralisação parcial do governo norte-americano. Segundo ele, o governo vai assinar uma lei que financia os setores parados por três semanas, o que garantiria o fim do “shutdown” até 15 de fevereiro.
Trump prometeu pedir aos senadores do Partido Republicano, governista, para que coloque o acordo na pauta “imediatamente”.
O presidente dos EUA ainda disse que os parlamentares dos dois partidos devem trabalhar para garantir segurança na fronteira do país – isso porque a rejeição dos democratas ao orçamento com o dinheiro da obra do muro levou ao impasse orçamentário que culminou no “shutdown”.
A paralisação parcial do governo dos Estados Unidos completou um mês nesta terça-feira (22) sem acordo orçamentário no Congresso. E há poucas esperanças de que o “shutdown” – que já pesa na economia norte-americana – termine tão cedo.
Desde 22 de dezembro, boa parte do governo federal está bloqueado pela queda de braço entre os democratas do Congresso e a Casa Branca sobre o financiamento de um muro na fronteira com o México, uma das promessas de campanha do presidente Donald Trump.
Trump se nega a assinar qualquer lei orçamentária que não contemple os US$ 5,7 bilhões considerados necessários para o muro contra a imigração ilegal. Os democratas se opõem ao financiamento da obra por considerá-la “imoral”, custosa e ineficaz.
No sábado (19), Trump ofereceu estender a permanência de um milhão de imigrantes prestes a serem expulsos: os “dreamers”, jovens que chegaram aos Estados Unidos sem documentos quando eram crianças acompanhados de seus pais, além dos beneficiários dos programas de proteção temporária (TPS, na sigla em inglês).
Nesta terça, o Congresso voltou a funcionar após segunda-feira (21) – feriado nos EUA –, sem ter uma solução à vista.
“Sem um muro, nosso país nunca pode ter nem fronteira, nem segurança nacional”, disse Trump no Twitter, acusando os democratas de estarem fazendo “jogos políticos”.
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Em resposta, a líder da maioria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, acusou o presidente e os republicanos que controlam o Senado de manter os americanos “reféns”.
Efeitos do ‘shutdown’
O “shutdown” afeta apenas 0,5% dos trabalhadores americanos, mas influi na confiança dos consumidores, aponta uma pesquisa da Universidade de Michigan. Também prejudica o crescimento do PIB dos Estados Unidos em um momento de desaceleração para a economia mundial, dizem especialistas.
Cerca de 800 mil funcionários federais estão em licença não remunerada, ou trabalhando sem receber. Em áreas sensíveis, como segurança interna e transportes, o pessoal está reduzido ao mínimo.
Os parques nacionais estão sem vigias, vários museus estão fechados, e o funcionamento dos aeroportos está mais lento.
Os funcionários afetados devem receber retroativamente, mas mais de um milhão de trabalhadores terceirizados não receberá por esse período.
“Nunca achei que fosse durar tanto”, disse à AFP Carol Lopilato, de 59 anos, que desde 23 de dezembro está tecnicamente desempregada.
Funcionária da Receita Federal americana (IRS, na sigla em inglês) desde 1987, Carol não tem preocupações financeiras e se considera “sortuda”.
“Mas, se isso se estender, infelizmente, aumentará a preocupação”, acrescenta.
Diante do risco de processos judiciais, Trump evitou usar uma lei de urgência que lhe permitiria passar por cima do Congresso e levar o muro adiante.

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Artigo Publicado no Globo.com https://g1.globo.com