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Battisti chega à Itália após quase 40 anos foragido e será levado a presídio em Roma  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  fab3 desce1   urandir   MUNDO   Battisti chega à Itália após quase 40 anos foragido e será levado a presídio em Roma
Italiano chegou a conseguir refúgio no Brasil e depois teve a extradição autorizada, mas fugiu para a Bolívia. Preso no último sábado (12), Battisti irá cumprir pena por 4 assassinatos no seu país. esare Battisti desce de avião ao chegar a Roma, na Itália, nesta segunda-feira (14)
Reprodução/ Facebook Matteo Salvini
O avião com o italiano Cesare Battisti chegou ao aeroporto de Ciampino, em Roma, nesta segunda-feira (14). Ele foi entregue pela polícia boliviana às autoridades da Itália na cidade de Santa Cruz de La Sierra, onde foi preso no sábado (12).
Battisti será levado para um presídio na periferia de Roma. No trajeto, patrulhas fecharão os acessos para que o comboio chegue rapidamente ao local, segundo o jornal “Corriere della Sera”. O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, anunciou que iria ao aeroporto para receber Battisti, a quem ele chama de “assassino comunista”.
Foto divulgada por ministro mostra Battisti no avião que o levou da Bolívia para a Itália
Reprodução/Twitter
O italiano, que integrou o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos nos anos 1970. Ele afirma que nunca matou ninguém e se diz vítima de perseguição política.
Cesare Battisti: a condenação por assassinatos na Itália, a fuga e a prisão na Bolívia; veja cronologia
Foram 37 anos de fuga permanente, com períodos de prisão e lutas político-judiciais para evitar a Justiça da Itália. Battisti escapou do seu país na década de 1980, viveu na França, no Brasil e, mais recentemente, havia se escondido na Bolívia.
O italiano chegou a conseguir refúgio no Brasil. Mas o status, concedido a ele pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi revisto em dezembro do ano passado, por Michel Temer, que autorizou sua extradição. A Polícia Federal fez mais de 30 operações para localizá-lo, mas não teve sucesso.
Políci italiana entra em avião com Cesare Battisti em aeroporto em Roma
Reprodução/Facebook/ Matteo Salvini
Como a entrada de Battisti na Bolívia foi ilegal, a expulsão dele foi requerida pela Itália e acatada pelo governo boliviano. O plano inicial incluia a volta de Battisti ao Brasil em um avião da Polícia Federal, para depois ser extraditado para a Itália.
Possíveis benefícios
Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália na década de 70.
Como os crimes foram cometidos antes de 1991, quando houve uma mudança na legislação italiana, ele terá alguns benefícios, como sair da cadeia por curtos períodos se apresentar bom comportamento depois de ter cumprido 10 anos de pena, de acordo com o jornal Bom Dia Brasil.
Como ele foi julgado à revelia, a defesa também pode tentar um novo julgamento.
Entenda o caso
Tanto os governos de esquerda quanto os de direita queriam que Battisti voltasse à Itália para cumprir a sua pena, e o assunto está ocupando grande parte dos jornais italianos.
Battisti chegou ao Brasil em 2004. Ele foi preso no Rio de Janeiro em março de 2007 por uma ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e agentes italianos e franceses. Ddois anos depois, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio.
Em 2007, a Itália pediu a extradição dele e, no fim de 2009, o STF julgou o pedido procedente, mas deixou a palavra final ao presidente da República. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição.
Em setembro de 2017, o governo italiano pediu ao presidente Michel Temer que o Brasil revisasse a decisão sobre Battisti.
No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF que desse prioridade ao julgamento que poderia resultar na extradição.
Um mês depois do pedido da PGR, o ministro Luiz Fux mandou prender o italiano e abriu caminho para a extradição, no início de dezembro.
Na decisão, o ministro autorizou a prisão, mas disse que caberia ao presidente extraditar ou não o italiano porque as decisões políticas não competem ao Judiciário. No dia seguinte, o então presidente Michel Temer autorizou a extradição de Battisti.
Desde então, a PF deflagrou uma série de operações para prender o italiano. No final de dezembro, a PF já haviam sido feitas mais de 30 ações.
Battisti nega envolvimento com os homicídios e se diz vítima de perseguição política. Em entrevista em 2014 ao programa Diálogos, de Mario Sergio Conti, na GloboNews, ele afirmou que nunca matou ninguém.

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Artigo Publicado no Globo.com https://g1.globo.com