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Agentes iranianos atiraram a partir de helicóptero e miraram cabeças de ativistas, afirma ONU  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  1c20 15756603875deaab63a3349 1575660387 3x2 xl   urandir   MUNDO   Agentes iranianos atiraram a partir de helicóptero e miraram cabeças de ativistas, afirma ONU

Além de terem mirado a cabeça de ativistas ao usar “violência severa” para conter os protestos contra o governo, no mês passado, as forças de segurança iranianas dispararam contra manifestantes a partir de helicópteros e do telhado de um prédio do Departamento de Justiça, informou em comunicado nesta sexta (6) a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Bachelet afirmou ter tido acesso a uma série de vídeos verificados que registraram os ataques durante o que grupos de direitos humanos disseram ser o protesto antigoverno mais mortal desde a Revolução Islâmica de 1979. ​Disparos também foram feitos pelas forças de segurança enquanto os ativistas fugiam.

As manifestações começaram em 15 de novembro, depois que o governo subiu abruptamente os preços dos combustíveis. O aumento foi de pelo menos 50% no valor da gasolina, para os primeiros 60 litros comprados a cada mês, e de 300% para compras adicionais.

Rapidamente, os protestos se espalharam por mais de cem cidades e vilarejos, momento em que a pauta se tornou política, com os manifestantes jovens e da classe trabalhadora exigindo a renúncia de líderes religiosos.

De acordo com o governo, a arrecadação com o aumento de impostos beneficiaria os 60 milhões de iranianos mais pobres, de uma população total de 83 milhões.

Ao menos 7.000 pessoas foram presas em 28 das 31 províncias do Irã desde o início dos protestos; 208 foram mortas, incluindo 13 mulheres e 12 crianças, mas relatórios não confirmados indicam que mais do dobro deste número pode ter morrido.

Nesta semana, autoridades iranianas confirmaram pela primeira vez que as forças de segurança mataram manifestantes.

“O cenário que emerge do Irã é extremamente perturbador. As autoridades do país devem agir com maior transparência e realizar investigações independentes, inclusive sobre o assassinato de manifestantes e maus tratos sob custódia”, disse Bachelet. “E os responsáveis devem ser responsabilizados.”

Um dos piores episódios ocorreu na cidade de Mahshahr, no sudoeste do país, em 18 de novembro, quando forças de segurança dispararam com metralhadoras, matando pelo menos 23 pessoas.

Além disso, segundo o documento da ONU, a polícia usou canhões de água, gás lacrimogêneo, cassetetes e disparou contra manifestantes desarmados que não representavam ameaça iminente.

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fonte: Folha de São Paulo folha.com.br