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   urandir   BRASIL   Falta de manutenção e até reforma podem derrubar prédios

Prédio que desabou em Fortaleza nesta terça-feira (15)
Reprodução

Um prédio pode desabar em razão de vários fatores atuando de forma conjunta ou isolada, como erros de projeto, falhas de manutenção e até reformas não autorizadas que afetem colunas, segundo engenheiros ouvidos pelo R7 nesta terça-feira (15), dia em que um edifício caiu em Fortaleza (CE).

Segundo o engenheiro Marcelo Silveira, diretor da Regional Fortaleza da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), é mais comum que vários fatores combinados atuem para o colapso de uma estrutura. 

Ele chama a atenção para a importância de prevenir problemas acompanhando a estrutura do edifício ao longo do tempo. “As pessoas têm a ideia de que construção de concreto é eterna, só que elas precisam de manutenção preventiva. No primeiro mundo você vê construções muito antigas de pé, mas têm manutenção preventiva”, diz.

Ele afirma que os condomínios não levam a sério essa questão e deixam em segundo plano a manutenção periódica, que envolve custos. Os prédios mais modernos têm inclusive manuais que preveem a periodicidade das checagens, mas nem sempre são seguidos. “Essa deterioração pode atuar como a gota d’água em uma estrutura já com outros problemas”, afirma.

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Um procedimento básico e que deve ser feito constantemente é checar se as colunas apresentam deformidades como perda de concreto na parte externa. Isso é um indício de que a estrutura de aço interna está sofrendo deformações.

Silveira destaca ainda que em um caso ou outro pode haver erro no material usado na obra, mas que não é comum haver casos premeditados de uso de material de má qualidade.

Fundações

Para Claudio Bernardes, ex-presidente do Secovi, há duas condições principais para o colapso de prédios: problemas na fundação ou nas estruturas verticais de sustentação, que são as colunas ou as próprias paredes, no caso de algumas construções.

No caso da fundação, ele aponta para a atuação de fatores externos. “Pode haver a influência de algum córrego ou lençol subterrâneo que afeta o calçamento. Mas são coisas que um bom projeto prevê e evita”, diz.

Em relação às estruturas verticais, Bernardes chama a atenção para o acompanhamento especialmente em cidades litorâneas. “Você precisa ter um cuidado especial com a manutenção porque o material pode começar a oxidar”, diz.

Reformas

Segundo Bernardes, há ainda o risco de um morador fazer uma reforma inadequada e que comprometa a estrutura. As normas sobre reformas e convenções de condomínios tentam reduzir esse risco obrigando que os moradores contratem um engenheiro responsável pela obra e que assina uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). “Tudo isso deve ser informado ao síndico. Quem mora num prédio precisa ter a consciência de tomar esses cuidados”, diz.

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