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Violência e desigualdade de gênero afetam mulheres mesmo dentro da família, diz relatório da ONU  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  982b safrica politics 2017 05 15t112626z 167022460 rc1d8b261bc0 rtrmadp 3 safrica politics mike hutchings reuters   urandir   MUNDO   Violência e desigualdade de gênero afetam mulheres mesmo dentro da família, diz relatório da ONU
Diferenças salariais ainda contribuem para divisão desigual da renda familiar; o trabalho de cuidar continua sendo atribuição feminina; e, em 2017, cerca de 58% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas por um membro da família – cerca de 137 por dia em todo o mundo, diz a organização. Uma mulher é vista ao lado de um mural enquanto partidos de oposição marcham pela remoção do presidente Jacob Zuma em Joanesburgo, na África do Sul
Mike Hutchings/Reuters
Mesmo dentro da família, mulheres continuam sofrendo violência e desigualdade de gênero: é o que aponta um relatório da ONU Mulheres divulgado nesta terça-feira (25), com o título “O Progresso das Mulheres no Mundo 2019-2020: Famílias em um mundo em mudança”.
“Famílias são um fator que faz a diferença para meninas e mulheres. Nenhuma instituição tem mais significância para nós do que a família — é o lugar para onde vamos para sermos nutridas e recebermos apoio”, afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, durante a cerimônia de lançamento do relatório.
Mas nem sempre esse apoio é encontrado, mostra o relatório. Entre as principais conclusões da ONU estão a divisão desigual da renda familiar — as mulheres ainda contribuem com menos de metade dela e acumulam ainda menos bens.
O trabalho de cuidadora, seja de filhos ou parentes idosos, continua sendo atribuição feminina, o que também prejudica a capacidade das mulheres de ter a própria renda e aumenta a desigualdade salarial.
A violência no âmbito familiar também atinge as mulheres: em 2017, cerca de 58% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas por um membro da família – cerca de 137 por dia em todo o mundo, diz a organização. Além disso, 3 bilhões de mulheres e meninas vivem em países onde o estupro no casamento não é explicitamente tipificado como crime.
“As estatísticas mostram que a casa pode ser o lugar de maior violência para mulheres”, afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, durante a cerimônia de lançamento do relatório.
Diversidade familiar
A composição das famílias no mundo todo também mudou, assim como a idade ao casar, que aumentou globalmente. As taxas de fecundidade diminuíram e as mulheres ganharam autonomia econômica, mesmo que ainda limitada pela desigualdade na distribuição na renda familiar.
A média de filhos por mulher aumenta em lugares com menor idade ao casar: na África sub-saariana, esse número, chamado de taxa de fecundidade, é de 4,7. Já na América do Norte e na Europa, cai para 1,7.
Entre as residências com apenas um responsável, a região da América Latina e do Caribe tem a maior taxa: 11% (acima da média mundial, que é de 8%). A maior parte delas, diz o relatório, é chefiada por mulheres.

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Matéria original publicada em globo.com