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Turco que enfrenta processo de extradição deve ficar no Brasil, diz Raquel Dodge  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  f415 turco   urandir   MUNDO   Turco que enfrenta processo de extradição deve ficar no Brasil, diz Raquel Dodge
Procuradora-geral da República publicou um resumo do parecer que vai apresentar à Justiça. Ali Sipahi, o turco naturalizado brasileiro que enfrenta um processo de extradição
Reprodução
A Procuradoria-Geral da República não vai pedir a extradição de Ali Sipahi para a Turquia, como o governo daquele país havia solicitado ao Brasil.
A acusação contra Sipahi, que é brasileiro naturalizado, é de pertencer a uma entidade terrorista, o Movimento Hizmet.
Turco Ali Sipahi ganha liberdade e diz que confia na Justiça brasileira
O Hizmet não é considerado terrorista pela ONU, mas o governo turco discorda dessa classificação.
Ele ficou pouco mais de um mês preso na sede da Polícia Federal em São Paulo. No começo de maio, a Justiça decidiu que ele poderia aguardar o julgamento de seu pedido de extradição em liberdade.
Para procuradora, Ali corre o risco de ser submetido a juízo de exceção
Raquel Dodge, a procuradora-geral, vai publicar um parecer em que pedirá para a Justiça Federal não atender a Turquia.
Ela publicou um resumo do que vai constar em seu texto. Nele, ela vai dizer que a organização à qual Ali pertence, o Movimento Hizmet, não é terrorista, como alegam os turcos.
“É reconhecido o caráter religioso, social, cultura, e educacional no Movimento Hizmet”, segundo Dodge.
Ali Sipahi com seu filho; há um pedido do governo turco pela sua extradição
Divulgação – Centro Cultural Brasil-Turquia
Além disso, ela cita que na Turquia houve “afastamento de juízes e promotores, o registro de prisões arbitrárias e outros acontecimentos que demonstram um padrão de interferência do governo na independência do judiciário e, consequentemente, a possibilidade concreta de que o estrangeiro venha a ser submetido a um juízo de exceção”.
Julgamento está marcado para o dia 6 de agosto
O caso será analisado por uma turma de ministros do Supremo Tribunal Federal no dia dia 6 de agosto.
Com o parecer da Procuradoria-Geral, o relator do caso, o ministro Edson Fachin, terá de submeter o caso à Segunda Turma do Supremo.
A Turma não vai julgar o mérito, ou seja, se Ali Sapahi cometeu ou não crime. Decidirá, somente, se ele deve ou não deixar o Brasil para responder às acusações na Turquia.
Os ministros vão avaliar, por exemplo:
se o ato cometido também é considerado crime no Brasil;
se o suposto crime não está prescrito;
se o acusado tem mesmo a nacionalidade brasileira;
se ele cometeu o suposto crime antes disso.
Se o Supremo negar a extradição, Ali poderá continuar no Brasil.
Acusado depositou dinheiro na conta de grupo
Ali Sipahi tem 31 anos e vive no Brasil desde 2007. Ele é dono de dois restaurantes em São Paulo.
Ele virou alvo do pedido de extradição por ter desenvolvido atividades no Centro Cultural Brasil-Turquia, que é uma entidade com vínculos com o Hizmet.
As autoridades turcas acusam o empresário de assumir funções em um centro cultural com ligações ao Hizmet. Além disso, a Turquia afirma que Sipahi depositou dinheiro em uma conta de banco vinculada ao grupo entre 2013 e 2014

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Matéria original publicada em globo.com