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Trump ataca ex embaixadora na Ucrânia durante depoimento dela em inquérito sobre impeachment  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  9b1f 000 1mb1hs   urandir   MUNDO   Trump ataca ex embaixadora na Ucrânia durante depoimento dela em inquérito sobre impeachment
Segundo presidente, ‘tudo ficou mal nos lugares por onde Marie Yovanovitch passou’; diplomata afirmou ter sentido medo ao saber do teor da conversa entre Trump e Zelenskiy. ‘Intimidar testemunhas é crime’, disse presidente da Câmara ao saber de tuítes. Trump é criticado por intimidar testemunha do impeachment
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a ex-embaixadora norte-americana na Ucrânia Marie Yovanovitch em publicações no Twitter nesta sexta-feira (15), enquanto ela prestava depoimento em audiência sobre inquérito do impeachment.
Trump, alvo da investigação, disse que “tudo ficou mal nos lugares por onde Marie Yovanovitch passou”, destacando que “é um direito absoluto do presidente dos EUA indicar embaixadores”.
O presidente acrescentou ainda que fez “MUITO mais pela Ucrânia que O.”, referindo-se a seu antecessor, Barack Obama.
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Os ataques no Twitter foram feitos depois de Yovanovitch ter defendido suas credenciais como diplomata de carreira e também sua luta contra a corrupção na Ucrânia.
Ao tomar conhecimento das publicações, o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, comunicou a diplomata sobre os ataques do presidente. “Quero que a senhora saiba que alguns de nós levamos intimidações muito, muito a sério”, afirmou o deputado.
“Bem, isso é muito intimidador”, respondeu a ex-embaixadora.
A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, admitiu não ter lido as mensagens de Trump, mas disse: “Intimidar testemunhas é crime”.
A ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, Marie Yovanovitch, testemunha no Comitê Permanente de Inteligência da Câmara, ao lado de seu advogado, Larry Robbins, na sexta-feira (15), em Washington
Saul Loeb/AFP
‘Ameaçada’
Em seu depoimento, Yovanovitch voltou a dizer que se sentiu ameaçada por Trump ao tomar conhecimento do teor da conversa dele com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em um telefonema em 25 de julho.
Ela contou que sentiu medo ao ler a transcrição do diálogo. Trump disse a Zelensky que a embaixadora “iria encarar algumas coisas”. “A cor sumiu do meu rosto”, disse a diplomata.
“A ligação fez eu me sentir terrível. Depois de 33 anos trabalhando para o nosso país, não era dessa forma que eu queria encerrar minha carreira.”
De acordo com a transcrição oficial do telefonema, Trump chamou Yovanovitch de “má notícia” que lidava com outras “más notícias” da Ucrânia. Zelensky, em seguida, disse concordar “100%” com a afirmação do norte-americano.
Impeachment
O foco do inquérito de impeachment é um telefonema em 25 de julho, no qual Trump pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, eleito em maio, para abrir investigações sobre Joe Biden e seu filho, Hunter, que trabalhou para uma empresa ucraniana. Biden é um dos pré-candidatos e poderá disputar a eleição presidencial de 2020 nos EUA pelo Partido Democrata.
Uma comissão investiga se Trump abusou de seu poder retendo US$ 391 milhões em ajuda de segurança dos EUA à Ucrânia como forma de pressão, condicionando sua liberação à colaboração na investigação por ele solicitada.
O dinheiro, aprovado pelo Congresso dos EUA para ajudar um aliado dos EUA a combater os separatistas apoiados pela Rússia na parte oriental do país, foi posteriormente fornecido à Ucrânia.
Após inquérito, o processo vai a votação na Câmara e, se aprovado, a julgamento no Senado. Trump só perde o cargo se ao menos dois terços dos senadores votarem a favor de sua cassação.
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Matéria original publicada em globo.com