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Roger Stone preso: quem é o ex assessor da campanha de Trump detido pelo FBI nos EUA  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  052c 2017 03 26t155039z 538526963 rc1ea66484c0 rtrmadp 3 usa trump russia   urandir   MUNDO   Roger Stone preso: quem é o ex assessor da campanha de Trump detido pelo FBI nos EUA
O estrategista político e aliado de longa data do presidente americano é acusado de estar envolvido no suposto conluio entre a Rússia e a campanha de Trump para intererir nas eleições de 2016. Roger Stone, em foto de fevereiro de 2017. Ele é conselheiro de Trump.
Brendan McDermid/Reuters
Roger Stone, de 66 anos, estrategista político e aliado de longa data do presidente Donald Trump, foi preso pelo FBI.
Ele é alvo de sete acusações de obstrução da justiça e falso testemunho decorrentes da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre um suposto conluio entre a Rússia e a campanha de Trump à Presidência.
Em 2016, agências de inteligência americanas concluíram que a Rússia tentou influenciar a eleição a favor de Trump por meio de ataques cibernéticos e notícias falsas plantadas nas redes sociais com autorização do governo de Moscou.
Trump classificou o inquérito de Mueller como uma “caça às bruxas” política. O Kremlin sempre negou ter se intrometido na eleição americana.
Stone é a 34ª pessoa indiciada por Mueller. Entre os acusados, estão 25 russos, entre civis e militares, e várias pessoas ligadas a Trump, incluindo seu ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn e Paul Manafort, ex-chefe de sua campanha eleitoral, que também está preso.
Veterano da política, Stone trabalha com os republicanos desde os anos 1970 e tem uma tatuagem do ex-presidente Richard Nixon nas costas.
Suas atividades são monitoradas há muito tempo pelo FBI e pelo Senado americano. As acusações contra ele estão ligadas a uma suposta invasão liderada pelos russos dos servidores de email de integrantes do Partido Democrata durante a campanha presidencial de 2016.
As informações contidas nos emails foram divulgadas pelo WikiLeaks durante a corrida eleitoral, e o coordenador de campanha da democrata Hillary Clinton naquele ano, John Podesta, que foi alvo dos hackers, acusou Stone de envolvimento na ação.
Segundo os investigadores, Stone confirmou ter “se comunicado” com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, antes da divulgação dos emails, e descreveu o contato como “perfeitamente legal”.
Ele testemunhou a portas fechadas diante do Comitê de Inteligência da Câmara em setembro de 2017. Mueller supostamente pediu uma transcrição de sua fala em dezembro.
Quem é Roger Stone?
Nascido em 1952, Stone se envolveu pela primeira vez na política aos 8 anos, fazendo campanha para o democrata John F. Kennedy contra o próprio Nixon.
“Eu me lembro de ter passado pela fila da lanchonete e dito a todas as crianças que Nixon era a favor de haver aulas aos sábados”, disse Stone ao Washington Post em 2007. “Foi meu primeiro ardil político.”
Stone iniciaria sua carreira de fato ajudando na campanha de reeleição de Nixon em 1972.
Audiências do Congresso em 1973, que investigavam o escândalo de Watergate, revelaram que Stone havia contratado um republicano para se infiltrar na campanha do democrata George McGovern e sabotado um adversário republicano de Nixon.
As revelações lhe custaram seu emprego no gabinete do então senador Bob Dole, mas Stone insiste que não infringiu nenhuma lei.
“Sou um fã de Nixon por causa de sua indestrutibilidade e resiliência”, disse ele à revista New Yorker pouco depois de ter tatuado o rosto do presidente americano em suas costas. “As mulheres adoram.”
Stone continuou trabalhando. Ele participou das campanhas presidenciais de Ronald Reagan em 1980 e 1984, e ajudou na eleição do ex-presidente George H. W. Bush em 1988.
Mas Nixon ainda parece ter um significado especial para ele — além da tatuagem, ele tem um quarto repleto de itens de campanha do ex-presidente em seu escritório em Oakland Park, na Flórida.
Como Stone conheceu Trump?
Na década de 1990, Stone trabalhou como lobista para os cassinos do atual presidente americano e, mais tarde, ajudou na frustrada campanha de Trump à Casa Branca em 2000.
De acordo com o documentário da Netflix Get Me Roger Stone (Chame Roger Stone, em tradução livre), o estrategista teria encorajado Trump a concorrer à Presidência.
Enquanto trabalhava na campanha de Trump em 2015, os dois supostamente teriam brigado – Stone disse ter pedido demissão, enquanto Trump afirmou que foi ele que o demitiu.
Mas, dias depois, Stone escreveu um artigo para o site Business Insider em apoio ao republicano, intitulado “O homem que acabou de se demitir da campanha de Donald Trump explica como Trump ainda pode vencer”.
Desde a eleição de Trump, o presidente se distanciou de Stone, apesar de o estrategista aparecer regularmente na televisão defendendo seu ex-chefe.
Sua conta no Twitter foi temporariamente suspensa em 2017 depois que Stone atacou jornalistas pela rede social, supostamente usando linguagem homofóbica para se dirigir ao apresentador da CNN Don Lemon.
Stone ameaçou processar a plataforma, dizendo que ele “foi alvo de várias ameaças de morte no Twitter… mas o Twitter não parece preocupado com isso”.
As vestimentas do veterano político também atrairam atenção. Ele supostamente não usa meias e usa ternos feitos sob medida.
“Se a vida é um palco, então você deve estar sempre fantasiado”, disse ele ao jornal The New York Times em 2015. “E se você quer passar certa autoridade em sua vida profissional, estar bem vestido faz parte disso.”

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Matéria original publicada em globo.com