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‘Presos’ por confinamentos de coronavírus no Oriente Médio, brasileiros não sabem como ou quando conseguirão voltar  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  52e4 patricia nascimento   urandir   MUNDO   ‘Presos’ por confinamentos de coronavírus no Oriente Médio, brasileiros não sabem como ou quando conseguirão voltar
Embaixada no Bahrein aconselhou grupo a tentar comprar passagens para voos que fazem escala na Europa, mas há alto risco de cancelamento ou de viajantes ficarem retidos em aeroportos de outros países. ‘Só queremos poder estar com nossas famílias’, lamenta brasileira. Patrícia Nascimento está no Bahrein e mantém contato com brasileiros em outros países próximos
Patrícia Nascimento/Arquivo pessoal
Brasileiros enfrentam dificuldades causadas por isolamentos decretados pelos governos do Bahrein e do Kuwait. Assim como na Arábia Saudita, os grupos retidos são pequenos, e por isso eles temem não conseguir apoio do Itamaraty para retornar ao Brasil.
Patrícia Nascimento, que está em Bahrein, diz que, segundo a embaixada brasileira naquele país, nove brasileiros já se manifestaram. Mas ela mantém contato também com pessoas que estão nos dois países próximos e passam por situações semelhantes através de grupos no Whatsapp.
Com todas as fronteiras fechadas, eles não podem se reunir pessoalmente para tentar negociar uma solução conjunta, como um voo que pudesse acomodar a todos, caso algum dos três países permitisse a viagem.
Cerca de 7 mil brasileiros ainda estão retidos em 80 países, afirma Itamaraty
Na Arábia, que registrava na segunda (30) 1453 casos de Covid-19 e oito mortes, os aeroportos foram fechados em 16 de março e foi decretado toque de recolher, e no Kuwait, com 266 casos, os voos estão proibidos desde o dia 13, quando também foram fechados restaurantes, lojas e serviços não essenciais.
O Bahrein demorou mais para tomar medidas de isolamento, mas todos os serviços não essenciais pararam de funcionar na quinta-feira (26). Naquele país, também na segunda, eram registrados 515 casos de Covid-19 e quatro mortes pela doença. Todos os números são da universidade Johns Hopkins.
Busca por passagens
Ao G1, Patrícia contou sua saga em busca de um voo para o Brasil. Segundo ela, a embaixada entrou em contato e disse que ainda havia duas companhias operando. “Porém elas passam pela Europa e ficam mais de 10 horas em aeroporto, além da passagem estar mais de R$ 7 mil, somente ida. Ainda corremos o risco de (o voo) ser cancelado e mais uma vez perdermos dinheiro”, já que, nesse caso, o reembolso seria feito através de um voucher para uma futura viagem e não pela devolução do valor, explica.
“Entrei em contato com mais de cinco agências de viagem aqui…nenhuma delas quer vender passagem para o Brasil com medo dessa situação, porque o cancelamento é quase certo”, acrescenta. “As fronteiras estão fechadas, porém o aeroporto ainda tem pouquíssimos voos entrando e saindo, mas o índice de cancelamento é altíssimo”, diz.
“Por exemplo, eu tinha um voo com a Emirates que fiz questão de comprar com eles por ser quase direto e ser uma operadora confiável, porém foram cancelados todos os voos. Eles pararam”, conta.
‘Presa’ na Europa
Segundo Patrícia, a única sugestão da embaixada foi tentar um dos poucos voos ainda existentes, mas que teriam escala na Europa, possivelmente em Londres, no Reino Unido.
“Fui pesquisar porque eles falaram para comprarmos direto com as operadoras (o que fica ainda mais caro) e no caso duas diferentes. Certo, e quem garante que não ficaremos presos em Londres, onde não conhecemos ninguém? Na verdade nem conseguindo entrar no país porque eles não aceitam, então ficaríamos presos no aeroporto. Outra coisa, por duas operadoras diferentes temos que fazer check-in e despachar bagagem, de novo: não podemos “entrar” no país, ou seja não conseguiríamos fazer despacho de bagagem”, ressalta.
Por enquanto hospedados em hotéis, os brasileiros veem suas reservas financeiras se esgotando e se preocupam com o tempo que ainda levarão para conseguir voltar. Eles também se queixam da falta de apoio das autoridades, e Patrícia lamenta que a única opção sugerida não seja exatamente viável.
“Nesse momento só queremos poder estar com nossas famílias e estar em casa”, resume.
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Matéria original publicada em globo.com