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Pedido de Trump ao presidente da Ucrânia foi impróprio, diz autoridade da Casa Branca  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  ed3b 2019 11 19t192850z 811387932 rc2jed94oyv9 rtrmadp 3 usa trump impeachment   urandir   MUNDO   Pedido de Trump ao presidente da Ucrânia foi impróprio, diz autoridade da Casa Branca
Militar considerado maior autoridade sobre Ucrânia no governo dos EUA ouviu o telefonema em que o presidente norte-americano pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que investigasse a família de Joe Biden. Alexander Vindman, assessor do Conselho de Segurança da Casa Branca, presta depoimento no inquérito de impeachment contra Donald Trump nesta terça-feira (19)
Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS
Alexander Vindman, principal autoridade da Casa Branca sobre Ucrânia, afirmou em depoimento nesta terça-feira (19) que considerou “impróprio” o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Veja o documento original com o telefonema
Na ligação feita em julho — origem do inquérito de impeachment —, o norte-americano pediu que o país europeu investigasse a família de Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA e pré-candidato à Presidência em 2020.
“Foi inadequado, foi impróprio para o presidente pedir — exigir — uma investigação sobre um oponente político”, disse Vindman ao comitê.
Alexander Vindman, assessor da Casa Branca, depõe a deputados nesta terça-feira (19)
Jonathan Ernst/Reuters
Vindman ocupa as funções de tenente-coronel do Exército e de maior especialista em Ucrânia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Ele e outros funcionários do governo dos EUA acompanharam o telefonema feito por Trump em julho.
O militar assinalou, ainda, que o pedido a um líder estrangeiro poderia abrir “uma crença dúbia de que isso seria uma investigação completamente imparcial e que isso teria implicações significativas caso se tornasse de conhecimento público”.
No depoimento prestado nesta terça-feira na Câmara dos Deputados, ele também repudiou as tentativas de Trump em atacar ou silenciar testemunhas da investigação – o presidente enviou uma série de mensagens nas redes sociais contra a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, Marie Yovanovich, enquanto ela depunha, o que gerou críticas e acusações de coação.
Conversa ‘incomum’, diz conselheira
Jennifer Williams, conselheira do vice-presidente dos EUA, depõe em processo de impeachment contra Donald Trump nesta terça-feira (19)
Jonathan Ernst/Reuters
Jennifer Williams, conselheira especial do vice-presidente Mike Pence, disse ao comitê que a conversa de Trump com Zelensky foi incomum porque “envolveu um debate sobre o que pareceu ser uma questão política doméstica”.
‘Todos estão cansados’, diz presidente da Ucrânia
Segundo ela, o escritório de orçamento da Casa Branca disse que o chefe de gabinete interino de Trump, Mick Mulvaney, orientou que US$ 391 milhões de ajuda de segurança à Ucrânia fossem deixados em suspenso e que jamais soube por que a assistência acabou sendo liberada em setembro.
Depondo neste mês a portas fechadas, Williams disse que alguns dos comentários feitos por Trump durante o telefonema de 25 de julho foram “inadequados”.
Em outubro, Kurt Volker, ex-enviado especial dos EUA para a Ucrânia, disse aos parlamentares que nunca soube de nenhum esforço de Trump para pressionar Kiev a investigar Biden e seu filho, Hunter, que atuou no conselho de uma empresa de energia ucraniana chamada Burisma.
Cassação improvável
Trump discursa na Casa Branca em Washington
Reuters/Tom Brenner
O líder da maioria no Senado, o senador Mitch McConnell, negou nesta terça-feira que Trump tenha chances de ter o mandato cassado. São necessários 67 dos 100 votos contrários para retirar o presidente do cargo.
“É inconcebível para mim que haverá 67 votos para remover o presidente”, afirmou McConnel.
Nos EUA, basta uma maioria absoluta na Câmara para que o processo siga ao Senado para julgamento. Trump deve perder a votação entre os deputados, onde tem minoria — porém, ele só deixa o cargo se perder também entre os senadores, casa em que os republicanos formam maioria.
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Matéria original publicada em globo.com