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Partido de Angela Merkel elege nova líder  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  ec0f akk   urandir   MUNDO   Partido de Angela Merkel elege nova líder
Annegret Kramp-Karrenbauer, secretária-geral da União Democrata-Cristã (CDU), é considerada a “Merkel bis”, já que defende a mesma linha de centro-direita da chanceler. Annegret Kramp-Karrenbauer durante congresso da CDU nesta sexta-feira (7) em Hamburg, na Alemanha
Fabian Bimmer/Reuters
A União Democrata-Cristã (CDU), o partido da chanceler Angela Merkel, elegeu nesta sexta-feira (7) como sua nova líder Annegret Kramp-Karrenbauer, conhecida como AKK.
Depois de 18 anos à frente do partido e 13 como chanceler da Alemanha, Merkel renunciou no fim de outubro à liderança da CDU, após os resultados negativos do partido nas eleições regionais na Baviera (sul) e em Hesse (oeste).
Kramp-Karrenbauer, de 56 anos, é secretária-geral do partido e considerada a “Merkel bis”, já que defende a mesma linha de centro-direita da chanceler. Ela venceu com um pouco mais de 51% dos votos.
AKK concorreu contra o milionário Friedrich Merz, que propõe uma guinada à direita da CDU e do país, e o ministro da Saúde Jens Spahn, muito crítico de Merkel.
AKK recebe cumprimentos da chanceler Angela Merkel após ser eleita nova líder da CDU nesta sexta-feira (7) na Alemanha
Fabian Bimmer/Reuters
O cientista político Eckhard Jesse, da Universidade de Chemnitz, disse à agência AFP antes da eleição de AKK que a eleição dessa sexta pode ter uma importância histórica para o país, pois “aquele que conquistar a presidência do partido mais importante na Alemanha se tornará chanceler no longo prazo”.
Jesse acredita, inclusive, que a possibilidade de Merkel concluir seu mandato “está praticamente descartada, pois o SPD (Partido Social-Democrata) não permanecerá na coalizão de governo até este ano”. O SPD integra a coalizão de governo de Merkel e, nesse ano, demorou 5 meses para fechar o acordo de coalizão.
Desafio
O principal objetivo de AKK deve ser recuperar os antigos eleitores da CDU, que agora preferem a extrema-direita.
As perspectivas eleitorais do Alternativa para Alemanha (AfD), a terceira força política no Parlamento alemão após o ótimo resultado em setembro do ano passado, ganharam força com o medo da imigração estimulada pela política de Merkel, que aceitou abrir as fronteiras do país e receber mais de um milhão de sírios e iraquianos entre 2015 e 2016.
Kramp-Karrenbauer aposta na proposta de repatriar os refugiados condenados por algum crime, inclusive os sírios.
Merkel: ‘Momentos difíceis’
Em seu discurso de despedida da liderança da CDU, Merkel fez uma defesa aos valores “cristãos e democráticos”, ante o avanço das tendências populistas e nacionalistas no mundo, em seu último discurso como presidente da CDU.
“Nestes momentos difíceis, não devemos esquecer nossos valores cristãos e democratas”, afirmou Angela Merkel. “Sinto reconhecimento por ter sido presidente durante 18 anos”, afirmou Merkel na abertura do congresso na quinta-feira.
“Foi um período muito longo, no qual a CDU passou por altos e baixos”, acrescentou.

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Matéria original publicada em globo.com