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Juan Guaidó convoca grandes manifestações para a próxima semana na Venezuela: Claro que vamos às ruas  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  a2d9 000 1cn4ss   urandir   MUNDO   Juan Guaidó convoca grandes manifestações para a próxima semana na Venezuela: Claro que vamos às ruas
Guaidó fez discurso na tarde desta sexta-feira (25), em Caracas. Ele também afirmou que os ‘irmãos cubanos’ são bem-vindos a ficar no país, mas fora das Forças Armadas. Juan Guaidó durante discurso em Caracas
Luis Robayo/AFP
Em pronunciamento no início da tarde desta sexta-feira (25), em Caracas, Juan Guaidó convocou novas manifestaçãoes durante a próxima semana. Disse, ainda, que o dia, o formato e a hora dos próximos atos serão informados neste domingo (27).
Desde que se declarou presidente interino da Venezuela há dois dias, Guaidó só fez declarações pelas redes sociais para agradecer pelo apoio. O discurso desta sexta-feira é o primeiro evento público do autoproclamado presidente interino.
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Guaidó começou o pronunciamento pedindo um minuto de silêncio “pelas vítimas” do atual regime de Nicolás Maduro. Ele afirmou que “cada venezuelano despertou de um pesadelo”.
Em menos de um mês, passou de um rosto pouco conhecido do público à maior ameaça para o atual governo da Venezuela. Juan Guaidó foi empossado presidente da Assembleia Nacional na última quarta-feira (23), e ganhou o respaldo internacional de países como os Estados Unidos e o Brasil.
“Não vamos seguir permitindo que se roube como sempre se roubou o dinheiro da Venezuela. Nas próximas horas, vamos fazer um comunicado para garantir a proteção de nosso dinheiro”, declarou Guaidó.
“Nós despertamos. O mais importante foi que despertamos aqui e nunca mais vão roubar nossos sonhos. Os que usurpam o símbolo do poder acreditam que vamos cansar. Mas aqui ninguém se cansa, aqui ninguem se rende, a Venezuela acordou para nunca mais dormir — senão para sonhar. Não só com a Venezuela que tivemos — mas com a que merecemos e vamos ter”, afirmou.
O autoproclamado presidente agradeceu as “demonstrações de afeto e carinho” dos venezuelanos ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, afirmou que “irmãos cubanos” podem ficar no país, mas fora das Forças Armadas.
“É hora de que saiam os cubanos e se retirem dos postos de decisão. Irmãos cubanos, atenção: vocês serão bem-vindos para ficar nesta pátria, mas fora das Forças Armadas e dos postos de decisão. Soberaniarespeito à tomada de decisões”, declarou.
Manifestantes se posicionam a favor de Guaidó
Associated Press
“Em 23 de janeiro, tivemos mais 53 mobilizações em cada setor do país. Não foram pequenas as concentrações. Foram rios e mares de gente. Parecia que a Venezuela gritava com força. A força da união. Vieram as imagens em todas as partes do mundo — em Buenos Aires, Barcelona, Madrid. Obrigado a todos que nos fizeram chegar neste momento. Os presos políticos, os mártires todos, e também Deus”, disse.
Guaidó também aplaudiu, durante o discurso, países da União Europeia – os estados-membros fizeram um apelo nesta quarta-feira por eleições livres na Venezuela.
Vinte pessoas morreram e mais de 350 pessoas foram presas na Venezuela nesta semana durante as manifestações contra o governo do presidente Nicolás Maduro, segundo informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
Conselho de Segurança da ONU
O representante da missão russa nas Nações Unidas (ONU) afirmou na tarde desta sexta-feira que Moscou vai se opor, no Conselho de Segurança, a qualquer tentativa dos Estados Unidos de reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela.
Já o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que uma tentativa de golpe está acontecendo na Venezuela e advertiu que Ancara jamais ficará ao lado dos “golpistas”.
“Onde quer que haja um golpe militar, estaremos contra. No Egito, deram um golpe contra Mursi e estivemos contra. Hoje, há uma tentativa de golpe na Venezuela. Jamais estaremos ao lado daqueles que organizam golpes. Nós respeitamos os votos na democracia”, declarou Erdogan.
Hiperinflação de 10.000.000%
O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu a aceleração da hiperinflação na Venezuela de até 10.000.000% neste ano — superando a taxa de dezembro passado, quando a inflação no país já havia alcançado a casa dos 1.000.000%.
“Pensamos que hoje, com as informações que temos, esse seria o cenário que aconteceria se não houver mudanças políticas”, afirmou Alejandro Werner, diretor do FMI para a América Latina e o Caribe em coletiva de imprensa.
Ainda segundo Werner, “se a economia da Venezuela se contraiu em 2018 a uma taxa de 18%, não há “nada” que “permita prever que a contração econômica seja significativamente menor em 2019.”
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Matéria original publicada em globo.com