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Imigrante ilegal que trabalhou por 5 anos em clube de golfe de Trump conta  sua história ao New York Times  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  e327 000 rg35f   urandir   MUNDO   Imigrante ilegal que trabalhou por 5 anos em clube de golfe de Trump conta  sua história ao New York Times
Camareira guatemalteca procurou jornal porque não concorda com a postura do presidente. Não há evidência de que Trump pessoalmente sabia que ela trabalhou sem papéis em seu empreendimento. Donald Trump fala a jornalistas no Bedminster National Golf Club, em New Jersey, em agosto
Nicholas Kamm/AFP
Uma imigrante ilegal da Guatemala trabalhou por mais de 5 anos como camareira num clube de golfe do presidente americano Donald Trump em Nova Jersey, revela nesta quinta-feira (6) o jornal “The New York Times”.
O diário conta que Victorina Morales afirma ter cruzado a fronteira ilegalmente em 1999 e foi contratada pelo clube situado na localidade de Bedminster em 2013. Ela diz que usou documentos falsos de imigração para conseguir o emprego.
A camareira disse ao jornal que dois supervisores sabiam de seu status de imigrante ilegal e a ajudaram a manter seu emprego. Não há, no entanto, evidência de que Trump ou executivos da Trump Organization, proprietária do clube, soubessem da sua situação específica.
O “New York Times” informa que Morales “fez a cama de Trump, limpou seu banheiro e passou espanador em seus troféus de golfe de cristal” enquanto trabalhou em Bedminster.
Trump visitou o clube de golfe várias vezes desde que assumiu o cargo de presidente. A propriedade já recebeu funcionários do seu gabinete também.
A Organização Trump disse em um comunicado mandado ao site “The Hill” que “se um funcionário apresentar documentação falsa na tentativa de contornar a lei, será demitido imediatamente”. Contudo, não comentou diretamente sobre o caso de Morales.
Anti-imigração
A revelação do “NY Times” surge enquanto o governo Trump atua fortemente contra a imigração ilegal. Em sua campanha presidencial, em 2015, o então candidato Trump chegou a dizer que alguns imigrantes mexicanos eram “estupradores” e “criminosos”. Ele também recentemente descreveu um grupo de imigrantes da América Central que buscavam asilo como “invasores” e “bandidos”. A maioria deles vem da Guatemala, El Salvador e Honduras.
Em resposta à aproximação da caravana, Trump ordenou o envio de tropas para a fronteira e assinou uma ordem proibindo alguns imigrantes de pedir asilo. Esta última ordem foi contestada em tribunal.
O “New York Times” relata que Morales e outra mulher sem documentação que trabalhou no mesmo clube de golfe procuraram o jornal para contar sua história, mesmo sabendo que poderiam ficar sem trabalho ou ser deportadas ao se apresentar.
A camareira disse ao diário que está incomodada com a retórica anti-imigração de Trump e afirmou que ela também sofreu abuso verbal por parte de um supervisor.
“Estamos cansados ​​do abuso, dos insultos, do modo como ele fala quando sabe que estamos aqui ajudando-o a ganhar dinheiro”, disse ela. “Nós suamos para atender a todas as suas necessidades e ainda temos que aguentar essa humilhação.”

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Matéria original publicada em globo.com