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Todas são relacionadas a espionagem. O fundador do WikiLeaks cumpre, desde o dia 11 de abril, uma sentença de 50 semanas de prisão em Londres. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, dentro de van da polícia que o levou ao Tribunal de Magistrados de Westminster, depois de ser preso em Londres, em abril
Hannah McKay/Reuters
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (23), 17 novas acusações contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange – todas relacionadas a espionagem. O país o acusa de conspirar para obter e divulgar, sem autorização, informações relacionadas à defesa nacional.
Assange está preso em Londres desde o dia 11 de abril, onde cumpre uma sentença de 50 semanas por violar as condições de uma fiança, paga em 2011, ao entrar na embaixada do Equador na cidade, há sete anos.
A decisão de acusar Assange de crimes de espionagem é notável e incomum, diz a Reuters. A maioria dos casos envolvendo o roubo de informações confidenciais tem como alvo funcionários do governo – como Chelsea Manning – e não as pessoas que publicam as informações em si.
A acusação desta quinta-feira (23) vem substituir a que foi feita há um mês, quando o Departamento de Justiça divulgou uma ação criminal mais restrita contra Assange. Segundo a Reuters, o fato de o órgão ter apresentado uma acusação mais substancial contra ele não é surpreendente, pois os EUA tinham apenas 60 dias, depois que Assange foi preso em Londres, para adicionar acusações.
Inicialmente, o fundador do WikiLeaks foi acusado pelos EUA de conspirar, junto com a analista de inteligência Chelsea Manning, para acessar um computador do governo – como parte de um vazamento, em 2010, de cerca de 750 mil documentos militares e diplomáticos dos EUA sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque.
Pedidos de extradição
Julian Assange na sacada da embaixada do Equador em Londres, em 19 de maio de 2017
Reuters/Peter Nicholls/File photo
Assange luta contra a extradição para os Estados Unidos, onde enfrenta as acusações de vazamento de informações confidenciais.
Em 2011, ele pagou fiança, junto à justiça da Inglaterra, para evitar ser extraditado para a Suécia, onde era acusado de estupro, diz o “The Guardian”. Em 2012, ele entrou na embaixada do Equador, em Londres, para evitar ser levado para o país. Dois meses depois, o então presidente equatoriano, Rafael Correa, lhe concedeu asilo político ali.
O fundador do Wikileaks temia que, se fosse para a Suécia, poderia ser extraditado dali para os Estados Unidos.
No dia 13 deste mês, a justiça da Suécia decidiu reabrir a investigação por estupro contra Assange, que havia sido arquivada.
“Como Assange está preso na Grã-Bretanha, estão reunidas as condições para sua entrega (à Suécia), o que não era o caso antes de 11 de abril”, afirmou a procuradora adjunta Eva-Marie Persson, em Estocolmo.

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Matéria original publicada em globo.com