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Em viagens, Eduardo Bolsonaro se reuniu com líderes para falar sobre a direita e crise na Venezuela  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  33fc eduardo a caminho de davos   urandir   MUNDO   Em viagens, Eduardo Bolsonaro se reuniu com líderes para falar sobre a direita e crise na Venezuela
Filho do presidente se reuniu com políticos da Hungria, Itália, Argentina, Chile e Arábia Saudita neste ano. Eduardo Bolsonaro (esq.) em avião do presidente rumo à Davos, em janeiro de 2019
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Mesmo antes de assumir seu último mandato, em fevereiro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que pode ser indicado ao cargo de embaixador em Washington, começou a viajar a outros países e se encontrar com autoridades e líderes de direita.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na quinta (11) que vai indicar seu terceiro filho para o posto, um dos mais importantes da diplomacia brasileira e que está vago desde abril.
A possibilidade de Eduardo ocupar a embaixada em Washington foi criticada por ex-diplomatas, professores de relações internacionais e políticos. A relação familiar é apontada como atípica.
Eduardo é, desde março, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. Ele tem se relacionado com embaixadores em Brasília e viajado para outros países.
A maior parte dos encontros foi para falar sobre o futuro da direita ou sobre a crise na Venezuela.
Ele esteve na Hungria, Itália, Estados Unidos, Chile, Argentina e na fronteira do Brasil com a Venezuela.
Em cinco ocasiões, ele acompanhou o pai, o presidente Jair Bolsonaro:
Chile: Primeira visita oficial de Jair Bolsonaro, onde ele se reuniu com o presidente Sebastián Piñera
Davos (Suíça): Acompanhou o presidente no Fórum Econômico Mundial
Washington: Fez parte da comitiva da visita de Bolsonaro ao presidente Trump
Buenos Aires: Reuniu-se com empresários e acompanhou o pai aos eventos oficiais com o governo Mauricio Macri
Osaka (Japão): Foi com o pai à reunião de cúpula do G20
Durante a viagem a Washington, em março, ele participou de uma reunião com o pai e com Trump.
O fato de Eduardo, um deputado, estar presente, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ter ficado do lado de fora, foi noticiado pela imprensa.
Eduardo Bolsonaro (esq.) em reunião entre Bolsonaro e Trump em Washington
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O deputado escreveu um texto sobre isso em uma rede social: “Principalmente fora do Brasil somos um corpo só. Estamos juntos MRE [Ministério das Relações Exteriores]”.
Durante uma entrevista coletiva, com Jair Bolsonaro ao seu lado, Trump elogiou Eduardo: “O trabalho que você tem feito em um período muito difícil tem sido fantástico”, afirmou o presidente dos EUA, ao ser perguntado sobre uma possível intervenção na Venezuela.
Elogios ao muro em Mar-a-Lago
Não foi a primeira viagem de Eduardo aos EUA neste ano: em fevereiro, ele esteve em Mar-a-Lago, um resort onde o presidente Donald Trump costuma jogar golfe.
Nessa ocasião, ele se reuniu com Eric Trump, um dos filhos do presidente. Durante um evento, ainda elogiou o muro que o líder norte-americano diz que vai construir na fronteira com o México. “Eu não venho aos EUA ilegalmente”, disse, então.
No fim de janeiro, Eduardo Bolsonaro anunciou que seria o líder brasileiro do “The Movement”, uma coligação de políticos de direita criada pelo estrategista Steve Bannon, que participou da eleição de Trump.
“Trabalharemos com ele para recuperar a soberania surrupiada pelas forças elitistas globalistas progressistas e expandir o nacionalismo para todos os cidadãos da América Latina”, afirmou, em uma rede social, Eduardo.
Na Hungria e na Itália, com outros líderes da direita
Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, foi um dos líderes que ele visitou em uma viagem à Europa em abril. Depois de uma reunião em Budapeste, o deputado brasileiro elogiou a forma como o húngaro se comunica.
“Seu exemplo de falar semanalmente na rádio numa entrevista de uma hora fazendo o balanço da semana com certeza faz parte desse ‘case’ de sucesso.”
Antes de voltar ao Brasil, ele foi a Milão e se encontrou com Matteo Salvini, ministro do Interior da Itália. Os dois fizeram uma transmissão ao vivo em uma rede social.
Reencontro com Trump no Japão
Jair Bolsonaro levou o filho Eduardo à cúpula do G20 em Osaka, no fim de junho
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No fim de junho, Eduardo acompanhou o pai em viagem à cúpula do G20, em Osaka, no Japão, onde se reencontrou com Trump.
Durante o evento, ele também se reuniu com o príncipe Mohammed Bin Salman, da Arábia Saudita, que é suspeito de ter ordenado o assassinato de um jornalista dentro de um consulado saudita na Turquia.
Venezuela é o tema das conversas com outros latino-americanos
O deputado já foi ao Chile e Argentina na comitiva do pai e também sozinho.
Eduardo, Jair Bolsonaro, Wilson Witzel e Maurício Macri em Buenos Aires
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Ele se encontrou com políticos de direita e fala sobre a Venezuela. Em maio, em uma reunião no Congresso de Buenos Aires, ele falou com deputados argentinos sobre como “manter o tema em alta para que não caia no esquecimento e gere outra Cuba na América Latina”.

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Matéria original publicada em globo.com