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Eleições nos EUA: veja quem são os pré candidatos  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  8129 befunky project   urandir   MUNDO   Eleições nos EUA: veja quem são os pré candidatos
Até esta terça-feira (14), são 25 pré-candidatos ao cargo, incluindo o atual presidente, Donald Trump. Os pré-candidatos à presidência americana até esta terça-feira (14).
Fotos: AP, Reuters e Twitter. Montagem: G1
A disputa presidencial americana, marcada para novembro de 2020, já começou. Até esta terça-feira (14), 23 pré-candidatos já declararam a intenção de concorrer à nomeação democrata. No lado republicano, um candidato concorre à nomeação além do atual presidente, Donald Trump.
Do lado dos democratas, nem todos estão qualificados para participar dos primeiros debates, marcados para os dias 26 e 27 de junho. Para isso, eles precisam preencher um dos dois requisitos:
receber doações de 65 mil pessoas, incluindo 200 doadores em cada um de 20 estados;
registrar 1% de apoio em três pesquisas de opinião. Somente pesquisas de uma lista pré-definida de organizações são aceitas, e não podem ser realizadas duas pesquisas da mesma empresa no mesmo lugar.
O G1 reuniu os nomes dos que já anunciaram que vão concorrer, de acordo com informações do jornal “The New York Times” e da agência Associated Press, assim como daqueles que já estão qualificados para os debates.
Veja quem são os pré-candidatos:
Democratas
Os pré-candidatos democratas têm entre 37 e 88 anos de idade, vão de liberais a moderados, ocupam cargos no Senado, prefeituras e governos, e entre eles há um número sem precedentes de mulheres e outras minorias. Por causa do alto número de concorrentes, o comitê do partido decidiu que vai priorizar os que preencherem ambos os requisitos – das doações e do apoio nas pesquisas –, com um limite de 20 pré-candidatos.
Bernie Sanders
Bernie Sanders não jogou a toalha e segue com campanha nos EUA
Jonathan Alcorn / AFP Photo
Qualificou-se para os debates? SIM
Nas últimas eleições, ficou em segundo lugar nas primárias, quando perdeu a nomeação para Hillary Clinton. Senador pelo Vermont e autodescrito como um socialista democrático, Sanders tem como principais pautas “Medicare para todos”, ensino superior gratuito e “limitar a influência dos bilionários”, segundo o “New York Times”.
Aos 77 anos, Sanders precisa expandir o apelo de sua campanha para além de sua base de apoiadores, que consiste, na maior parte, em pessoas brancas. A favor dele está a melhor arrecadação de fundos e organização entre os democratas até agora, e a energia progressista que deu ímpeto à sua campanha em 2016.
Até agora, a campanha de Sanders já arrecadou US$ 20,8 milhões (R$ 82 milhões), de acordo com dados Comitê Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês) dos EUA. É o segundo maior montante, perdendo apenas para a campanha de Trump.
Elizabeth Warren
A pré-candidata democrata Elizabeth Warren.
Michael Wyke/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Tem feito uma das preparações mais extensas para a campanha presidencial, segundo o “New York Times”. A senadora por Massachusetts e ex-professora de Harvard pediu mais proteções aos consumidores, o que levou à criação do Escritório de Proteção Financeira do Consumidor na gestão de Obama.
Entre as forças da campanha estão políticas progressistas, como a eliminação das dívidas estudantis, o fim dos monopólios agrícolas e das empresas gigantes de tecnologia, implementar um “imposto de riqueza” em domicílios com alto patrimônio líquido e oferecer creches universais.
Por outro lado, Warren é vista como uma das candidatas mais liberais entre os democratas, o que poderia prejudicá-la entre os moderados. Sua abordagem centrada em políticas de governo também corre o risco de alienar eleitores, segundo a AP, em um momento em que outros candidatos apelam para o lado emocional dos eleitores tanto quanto o racional.
Joe Biden
O pré-candidato democrata Joe Biden.
Manuel Balce Ceneta/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Biden, que anunciou a candidatura no dia 25 de abril, lidera as pesquisas de intenção de voto e é uma das figuras mais queridas do Partido Democrata, por causa da personalidade “pé no chão” e da capacidade de se conectar com eleitores da classe trabalhadora. Esta é a terceira vez que o ex-vice-presidente, de 76 anos, se candidata à presidência dos EUA — e a última, segundo afirmou.
Entre as principais pautas estão fortalecer as proteções econômicas para trabalhadores de baixa renda em indústrias como manufaturas e fast-food, além de restaurar a posição dos EUA no cenário global.
A favor de sua candidatura, Biden tem o fato de ser conhecido nacionalmente e popular em estados nos quais os democratas perderam recentemente, como os “pêndulos” Wisconsin, Michigan, e Pensilvânia, onde nasceu.
Os quase 40 anos de vida pública podem, entretanto, ir contra sua campanha, porque muitos no partido querem alguém mais novo a tomar as rédeas, diz a AP. Além disso, Biden tende a cometer gafes e foi acusado por algumas mulheres de contatos físicos inapropriados, embora não de caráter sexual.
Kamala Harris
A pré-candidata democrata Kamala Harris.
Michael Wyke/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Senadora pela Califórnia há dois anos e ex-procuradora geral do estado, Harris chamou atenção pelo questionamento rigoroso dos nomeados a cargos no gabinete executivo de Trump durante os inquéritos sobre a ligação do presidente com a Rússia nas eleições.
Ela também participou do questionamento de Brett Kavanaugh durante a investigação por agressão sexual e de William Barr, procurador-geral dos EUA, sobre a decisão de não abrir um processo por obstrução de justiça contra o presidente.
De acordo com o “New York Times”, Harris “traria um potencial de poder e história para a corrida que poucos democratas poderiam igualar”. É a única mulher negra na corrida, com mãe nascida na Índia e pai jamaicano.
Seu histórico de acusação como procuradora, entretanto, está sob escrutínio em meio à pressão por uma reforma criminal, diz a AP.
Pete Buttigieg
O pré-candidato democrata Pete Buttigieg.
Charlie Neibergall/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Veterano da marinha americana, fluente em várias línguas e prefeito de South Bend, Indiana, Buttigieg conseguiu convencer eleitores e céticos pela inteligência e modo articulado, mas franco, de falar. Também mostrou habilidade de inspirar eleitores de diferentes idades com uma mensagem de esperança e “uma nova geração de liderança”.
Antes de assumir o posto de prefeito, em 2012, Buttigieg trabalhou na McKinsey, uma das maiores empresas do mundo de consultoria em estratégia de gestão. Serviu no Afeganistão e é o único candidato abertamente gay na disputa presidencial.
Aos 37 anos, Buttigieg tem contra si a juventude e a falta de experiência política, pois o único cargo que ocupou foi o de liderar a cidade, que tem 100 mil pessoas. Também vai precisar aumentar as operações de campanha e fazer mais para apelar a eleitores de minoria para manter o ímpeto inicial, de acordo com a AP.
Amy Klobuchar
A pré-candidata democrata Amy Klobuchar, senadora por Minnesota.
Michael Wyke/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Senadora três vezes por Minnesota, a advogada de 58 anos tornou-se uma heroína para muitos democratas, informa o “New York Times”, pelo questionamento duro e severo que fez a Brett Kavanaugh durante uma audiência no comitê do Senado. Também questionou o procurador-geral dos EUA, William Barr, junto com Kamala Harris.
Conhecida como uma legisladora pragmática, um dos pontos a seu favor é a disposição em trabalhar com os republicanos — o que a ajudou a vencer em Minnesota inclusive em áreas rurais que apoiaram Trump. Por outro lado, o mesmo pragmatismo pode ir contra ela, porque eleitores democratas vêm adotando posições e políticas mais liberais.
Entre as principais pautas de Klobuchar estão o combate à crise dos opioides que atinge os EUA e tratar do custo de remédios com prescrição. Também apoiou uma legislação para evitar interferência estrangeira nas eleições de 2020.
Andrew Yang
O empresário e pré-candidato democrata Andrew Yang.
John Locher/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Yang, de 44 anos, é um ex-executivo de tecnologia que fundou uma organização sem fins lucrativos de desenvolvimento econômico. Chamou a atenção da mídia por destacar questões tecnológicas, como robótica e inteligência artificial. Sua principal proposta é criar uma renda básica universal de U$S 1 mil (cerca de R$ 4 mil) para todos os americanos.
Beto O’Rourke
O pré-candidato democrata Beto O’Rourke.
Michael Wyke/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Tornou-se uma celebridade da política democrata na era Trump e perdeu por pouco a campanha para o Senado do Texas para Ted Cruz. Vem deixando uma mensagem de unidade nacional e liberalismo dos estados vermelhos (republicanos). Qualquer sucesso em 2020, diz o “NY Times”, viria desse apelo, principalmente para democratas mais novos, e do “exército” de arrecadação de fundos que já conseguiu. Entre as principais pautas, estão a reforma da imigração, a legalização da maconha e o acesso a hospitais em áreas rurais.
Cory Booker
O pré-candidato democrata Cory Booker.
Michael Wyke/AP
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Senador por Nova Jersey, seria um dos melhores oradores a disputar, liderando uma campanha de otimismo que poderia remeter à de Obama em 2008. Tem uma vasta base de arrecadação graças a doadores ao redor do país. Tem sido um dos líderes no Senado pela reforma criminal, mas o apelo de sua campanha estaria no discurso de unificação do país. Precisaria convencer os eleitores de que tem condições de enfrentar Trump.
Eric Swalwell
O pré-candidato democrata Eric Swalwell
Divulgação de campanha/Twitter
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Membro da Câmara dos Representantes pela Califórnia, é convidado frequente em canais de TV a cabo críticos a Trump. Por ser jovem e saber lidar com a mídia, poderia apelar a eleitores jovens. Por outro lado, tem pouco reconhecimento de nome e começou tarde a angariar fundos.
Jay Inslee
O pré-candidato democrata Jay Inslee
Divulgação de campanha/Twitter
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Governador do estado de Washington, tem uma campanha com foco em combater mudanças climáticas. Corre o risco, no entanto, de ser marcado como o candidato de uma única pauta, diz a AP.
John Delaney
O pré-candidato democrata John Delaney.
Divulgação de campanha/Twitter
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Ex-membro da Câmara dos Representantes pelo estado de Maryland, tem uma política de foco rural que inclui propostas para fortalecer os agricultores familiares e a infraestrutura rural, plano que poderia funcionar bem nos estados do Cinturão da Ferrugem vencidos por Trump, como Ohio, Virgínia Ocidental e Indiana. Tem pouco reconhecimento de nome.
Apesar de não ter se qualificado pelo critério das doações, Delaney tem o terceiro maior montante arrecadado: US$ 18,2 milhões (cerca de R$ 71,8 milhões).
John Hickenlooper
O pré-candidato democrata John Hickenlooper.
Lucy Nicholson/Reuters
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Dono de uma cervejaria, ex-prefeito de Denver e ex-governador do Colorado, Hickenlooper tem um histórico eleitoral de sucesso no estado, considerado um “pêndulo”, mas decepcionou ambientalistas ao não regular melhor a indústria energética.
Julián Castro
O pré-candidato democrata Julián Castro.
Michael Wyke/AP
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Ex-prefeito de San Antonio, no Texas, e neto de uma imigrante mexicana, é considerado uma esperança no Partido Democrata, como o único candidato latino. Integrou a gestão Obama como secretário de moradia e desenvolvimento urbano. A angariação de fundos está atrás da de outros candidatos.
Kirsten Gillibrand
A pré-candidata democrata Kirsten Gillibrand.
Charlie Neibergall/AP
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Senadora por Nova York, já foi membro da Câmara dos Representantes por Nova York defendendo políticas conservadoras. No Senado, transformou-se em uma das principais vozes liberais em questões de assédio e violência sexual nas forças armadas, igualdade salarial para mulheres e licença-maternidade e paternidade. Já chegou a afirmar que o ex-presidente Bill Clinton deveria ter deixado a presidência depois do caso Monica Lewinsky.
A arrecadação da campanha, no entanto, tem sido lenta, e a própria Gillibrand admitiu erros em investigações de seu gabinete sobre alegações de má conduta sexual contra seus funcionários.
Marianne Williamson
A pré-candidata democrata Marianne Williamson.
Divulgação de campanha/Twitter
Qualificou-se para os debates? SIM
Autora de mais de uma dúzia de livros de espiritualidade e autoajuda, defendeu os direitos de homens gays com Aids e fundou uma instituição de caridade que fornece refeições a pessoas com doenças graves. Entre as principais pautas estão distribuir 10 bilhões de dólares (cerca de R$ 39,2 bilhões) por ano, durante dez anos, a projetos de educação e economia, em reparações pela escravidão. Tem pouco reconhecimento de nome e pouca experiência política, no entanto.
De acordo com anúncio feito nesta quinta (9) no Twitter da campanha de Williamson, ela alcançou as 65 mil doações individuais necessárias à qualificação para o debate.
Michael Bennet
O pré-candidato democrata Michael Bennet.
David Zalubowski/AP
Qualificou-se para os debates? NÃO
Senador pelo Colorado, Bennet é um democrata moderado conhecido por buscar acordos. Foi parte de um grupo bipartidário chamado “Gangue dos Oito” que elaborou um projeto de lei abrangente de reforma da imigração em 2013. Defende a modernização da economia em áreas como inteligência artificial e o aumento dos gastos em infraestrutura.
Mike Gravel
O pré-candidato democrata Mike Gravel.
Reprodução/Twitter
Qualificou-se para os debates? NÃO
Ex-senador pelo Alasca (1969-1981), o candidato de 88 anos tem como slogan de campanha “Sem mais guerras”. Defende o fim “das políticas imperiais dos Estados Unidos, especialmente na Venezuela e no Irã”, redimensionar a maconha, abolir a vigilância em massa dos cidadãos americanos, priorizar as mudanças climáticas, desmantelar o Estado carcerário dos EUA e construir uma política externa livre de influências indevidas por parte de Israel e da Arábia Saudita.
“Não está concorrendo para ganhar, mas para participar dos debates democratas”, diz o site oficial.
Seth Moulton
O pré-candidato democrata Seth Moulton.
Cheryl Senter/AP
Qualificou-se para os debates? NÃO
Membro da Câmara dos Representantes por Massachusetts e veterano da guerra do Iraque, ganhou atenção nacional por ajudar a liderar a iniciativa, dentro do partido, de rejeitar Nancy Pelosi como presidente da Câmara. Tem a favor de si a experiência nas forças armadas e já pediu uma nova abordagem na política externa e segurança nacional, mas tem pouco reconhecimento de nome e começou a arrecadar fundos tarde.
Steve Bullock
O pré-candidato democrata Steve Bullock.
Jose Luis Magana/AP
Governador e ex-procurador geral do Montana, estado que foi facilmente vencido por Trump em 2016, Bullock fez nome no governo por ser pragmático e ter sido capaz de ganhar apoio republicano em questões como expandir o Medicaid. Também conseguiu melhorar sua reputação local ao proteger terras públicas. Foi a favor da proibição de armas como rifles semiautomáticos, pistolas e espingardas, apesar de comandar um estado que valoriza a caça. Sua candidatura deve priorizar a reforma no financiamento de campanhas e promover a educação infantil, assim como outras políticas destinadas a reduzir a desigualdade econômica.
Tim Ryan
O pré-candidato democrata Tim Ryan.
Yuri Gripas/Reuters
Qualificou-se para os debates? Só pelo critério das pesquisas
Membro da Câmara dos Representantes por Ohio, tentou assumir a liderança dos democratas na Câmara, mas perdeu para Nancy Pelosi. Apresentou-se como um candidato que pode unir as alas progressistas e operárias do partido, mas tem pouco reconhecimento de nome. Antes contrário ao aborto, reverteu gradualmente a posição, segundo o “New York Times”, até anunciar, em 2015, que considerava o procedimento uma “escolha pessoal”. Entre as principais pautas estão renegociar ou impor acordos comerciais e punir a manipulação da moeda chinesa.
Tulsi Gabbard
A pré-candidata democrata Tulsi Gabbard.
Michael Wyke/AP
Qualificou-se para os debates? SIM
Nascida em uma ilha da Samoa Americana, território não incorporado dos Estados Unidos, é a primeira americana de origem samoana e a primeira hindu a ser eleita para o Congresso, onde é representante do Havaí. Já serviu no Iraque e no Kuwait com a Guarda Nacional do Havaí. Apoiou Bernie Sanders nas primárias de 2016, mas tem sido criticada por se reunir com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, cujo regime foi acusado de crimes de guerra e genocídio. Também teve que pedir desculpas por afirmações feitas no passado contra a comunidade LGBT e por ter trabalhado contra os direitos dessa população.
Wayne Messam
Qualificou-se para os debates? NÃO
O pré-candidato democrata Wayne Messam.
Wayne for America/Handout via Reuters
Americano de primeira geração e filho de pais jamaicanos, tornou-se prefeito de Miramar, na Flórida, depois de derrotar um adversário que ocupava o cargo há um longo tempo. Tem posições progressistas sobre armas, imigrações e questões ambientais. Propõe cancelar os mais de 1,5 trilhões de dólares (cerca de R$ 5,9 trilhões) de dívidas de mais de 44 milhões de estudantes americanos, mas tem pouco reconhecimento de nome.
Republicanos
Até agora, além do próprio presidente, Donald Trump, só um candidato disputa a nomeação republicana: William F. Weld. Ele anunciou, no dia 16 de abril, em uma entrevista à rede de televisão CNN, que pretende desafiar Trump na nomeação.
O pré-candidato republicano à presidência William F. Weld.
Charles Krupa/AP
O republicano, de 73 anos, foi governador do estado de Massachusetts entre 1991 e 1997 e concorreu a vice-presidente pelo Partido Libertário em 2016. O partido é contra a interferência governamental em decisões individuais ou relacionadas a famílias e a negócios, segundo o site oficial.
Weld pretende apresentar-se como uma voz para conservadores tradicionais ou republicanos moderados que se sentem afastados da política de Trump, de acordo com o “NY Times”. No pleito de 2016, ele criticou o atual presidente americano, afirmando que a sua intenção de deportar imigrantes evocava a “Kristallnacht”, ou “Noite dos Cristais”, do dia 9 de novembro de 1938 em que nazistas alemães atacaram judeus e propriedades judaicas.
“Eu realmente acho que, se tivermos mais seis anos das mesmas coisas que tivemos na Casa Branca nos últimos dois anos, isso seria uma tragédia política. Então eu teria vergonha de mim mesmo se não levantasse minha mão e competisse”, disse Weld à CNN.
Entre as principais pautas de Weld, diz o jornal americano, estão a contenção fiscal, o livre comércio e a reforma moderada da imigração. Ele também chegou a apoiar que medidas fossem adotadas para legalizar a maconha.
E Trump?
O presidente Donald Trump em um comício no estado de Wisconsin, no dia 27 de abril.
William Glasheen/The Post-Crescent via AP
A nomeação republicana, entretanto, parece destinada a Trump, cuja candidatura é a que mais arrecadou dinheiro até agora, em ambos os partidos: US$ 97,8 milhões (cerca de R$ 386 milhões), de acordo com dados do FEC.
O próprio Partido Republicano ratificou o apoio a Trump, informou a Reuters:
“Qualquer esforço para desafiar a nomeação do presidente não vai absolutamente a lugar algum”, disse o Comitê Nacional Republicano, em resposta ao anúncio de Weld.
Outros republicanos já consideraram, publicamente, desafiar Trump — incluindo o ex-governador de Ohio, John Kasich, que o presidente derrotou em 2016 para ficar com a indicação republicana. O governador de Maryland, Larry Hogan, também é uma possibilidade de alguém que pode vir a desafiar Trump, segundo o “The New York Times”.

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Matéria original publicada em globo.com