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Desacreditados, venezuelanos elegem vereadores no domingo  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  9bf5 eleicao venezuela   urandir   MUNDO   Desacreditados, venezuelanos elegem vereadores no domingo
Chavismo se prepara para ampliar seu controle nas regiões com a eleição de 335 conselhos; oposição controla atualmente 80 assembleias municipais. Expectativa é de índice histórico de abstenção. Mulher deposita seu voto nas eleições presidenciais de maio, em Barquisimeto, na Venezuela
Carlos Jasso/Reuters
Devastados pela crise econômica e com o voto em descrédito, os venezuelanos irão eleger vereadores neste domingo (9) em um dia sem grandes obstáculos para que o governo reforce a sua hegemonia ante a exclusão dos principais partidos opositores.
A um mês de o presidente Nicolás Maduro tomar posse para um segundo mandato (2019-2025), com o rechaço de grande parte da comunidade internacional, o chavismo se prepara para ampliar seu controle nas regiões com a eleição de 335 conselhos municipais.
“Vamos deixar algo aos esquálidos? Não, não merecem. Que o mundo nos chame como quiser. O espaço que a direita deixar é um espaço que devemos conquistar”, disse Diosdado Cabello, número dois do governo, no encerramento de uma fraca campanha.
As eleições de vereadores são o fim de uma série das que foram convocadas pela Assembleia Constituinte, órgão governista que substituiu o Parlamento, único poder controlado pela oposição.
Atualmente, a oposição controla 80 assembleias municipais.
“Para que votar se eles já ganharam tudo?”, indaga à AFP Leidy Sivira em uma rua movimentada de Caracas, onde não se vê um só cartaz de campanha.
Apesar da baixa popularidade e das suas políticas para reverter a crise que não deram resultado, Maduro assumirá em 10 de janeiro para um segundo mandato.
A eleição de vereadores é “um pequeno traço dentro desta pintura que o projeto autoritário do governo, que já está sendo montado”, assinalou à AFP o cientista político Luis Salamanca.
Embora considere participar, Mario Sardiña, de 60 anos, não esconde seu cansaço. “Vou votar para que isso melhore, ou acabe de se destruir”, afirmou à AFP.
Para Salamanca, a indiferença reina “diante do descrédito do voto pelas manipulações do regime”. “São eleições virtualmente clandestinas”, sustenta.
O diretor da pesquisadora Delphos, Félix Seijas, acredita que “o nível de abstenção será histórico” pela desconfiança e porque, inclusive em condições normais, estas eleições “não chamam muito a atenção”.
Seijas acredita que a oposição manterá o controle das câmaras dos municípios mais opositores, mas o não o número de cargos que ostenta hoje.

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Matéria original publicada em globo.com