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Ataques a tiros com mais de 10 mortos estão mais frequentes nos EUA, mostra levantamento  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  bb77 ferido no tiroteio   urandir   MUNDO   Ataques a tiros com mais de 10 mortos estão mais frequentes nos EUA, mostra levantamento
Somente neste ano, houve quatro tiroteios do tipo no país. Vítima de tiroteio em casa noturna é carregado na noite desta quarta-feira (7) em Thousand Oaks, na Califórnia
RMG News via AP
O ataque em que um ex-fuzileiro naval matou 12 pessoas na noite de terça-feira (8) em um bar em Thousand Oaks, na Califórnia, ocorreu menos de duas semanas depois de outro massacre deixar 11 mortos em uma sinagoga em Pittsburgh. Neste ano, outros dois ataques do tipo deixaram mais de 10 mortos cada: em Santa Fé, no Texas, e em Parkland, na Flórida. Ambos em escolas.
Esses tipos de atentados estariam se tornando cada vez mais frequentes nos Estados Unidos?
Uma reportagem do jornalista Philip Bump, do “The Washington Post”, indica que sim. O intervalo entre os tiroteios que deixaram mais de 10 mortos tem sido cada vez menor. A apuração usa dados da revista norte-americana “Mother Jones”, que mapeia os atentados a tiro um a um nos Estados Unidos.
Atirador invade boate e mata 12 pessoas na Califórnia
A reportagem mostrou que, desde outubro de 2017, houve uma onda de tiroteios em massa com mais de 10 mortos. Naquele mês, um atirador abriu fogo em Las Vegas e matou 58, o pior tiroteio do tipo da história dos Estados Unidos.
Apenas 35 dias depois, um atirador abriu fogo em uma igreja no Texas e matou 26 pessoas. E, pouco mais de três meses após esse ataque, ocorreu o atentado à escola em Parkland, na Flórida. O primeiro na série deste ano. (Veja mais sobre esses ataques no fim da reportagem)
Os anos mais sangrentos
Em números gerais, o levantamento da revista “Mother Jones” mostra que 2018 igualou 2017 como os anos com maior número de ataques a tiro em massa nos Estados Unidos. Houve 11 casos em ambos os períodos. É quase o dobro dos seis casos registrados em 2016.
Para esse levantamento, a “Mother Jones” reuniu os casos ocorridos desde 1982. A publicação considera como tiroteio em massa aqueles que seguem os seguintes critérios:
O atirador matou ao menos quatro pessoas;
Apenas um atirador participou do ataque;
O tiroteio ocorreu em espaços públicos ou em festas.
Tiroteios em massa em 2018
7 de novembro – Thousand Oaks, Califórnia
13 mortos
Um atirador invadiu um bar na cidade de Thousand Oaks, no sul da Califórnia (EUA). De acordo com a polícia, 13 pessoas morreram no incidente, entre elas o suspeito e um policial acionado para atender a ocorrência. Cenas de pânico foram relatadas por quem estava no Borderline Bar & Grill, durante a festa de música country “College Country Night”. Cerca de 100 pessoas, entre elas vários alunos da Pepperdine University, estavam no local.
27 de outubro – Pittsburgh, Pennsylvania
11 mortos
A sinagoga Árvore da Vida, em Pittsburgh (EUA), foi alvo de um tiroteio na manhã deste sábado, 27 de outubro
John Altdorfer / Reuters
Um tiroteio em uma sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), deixou 11 mortos e 6 feridos. Há suspeita de que o autor do crime, identificado como Robert Bowers, tenha cometido a chacina por antissemitismo. Neste domingo, fontes oficiais disseram que ele poderá ser condenado a pena de morte em um processo que a promotoria abordará como um crime de ódio, e não um ato de terrorismo doméstico.
18 de maio – Santa Fe, Texas
10 mortos
Tiroteio em escola de ensino médio em Santa Fe, Texas
Steve Gonzales/AP
Um tiroteio dentro de uma escola de ensino médio em Santa Fe, região de Houston, no Texas, deixou dez mortos, segundo o governador Greg Abbott. Nove mortos eram alunos e um era um professor, de acordo com a NBC. Dimitrios Pagourtzis, de 17 anos, foi detido sob suspeita de ser o atirador e acusado de homicídio, sem direito a fiança. Ele é ex-integrante do time de futebol da escola e parte da equipe de dança de uma Igreja Grega Ortodoxa local.
14 de fevereiro – Parkland, Florida
17 mortos
Alunos saem do prédio de escola em Parkland em que ocorreu tiroteio nesta quarta-feira (14)
WPLG-TV via AP
Um atirador abriu fogo em uma escola em Parkland, na Flórida, e deixou 17 mortos. Nikola Cruz, autor confesso do massacre de 17 pessoas em uma escola em Parkland, Estados Unidos, afirmou que uma voz “diabólica” o mandou “queimar, matar e destruir”. O caso está entre os 10 maiores tiroteios da história recente dos EUA.
Trump sugeriu proibir dispositivo
Vendedor mostra um ‘bump stock’ acoplado a fuzil nos EUA
AP Photo/Allen Breed
Logo após o atentado em Parkland, em fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu a proibição do dispositivo conhecido como “bump stock”. Esse equipamento permite que fuzis semiautomáticos deem rajadas contínuas, funcionando de maneira semelhante aos automáticos.
“Devemos superar clichês passados e debates cansados e focar em soluções baseadas em evidências e medidas de segurança que funcionem de fato e que facilitem os homens e mulheres que aplicam as leis a proteger as nossas crianças e a nossa segurança”, disse Trump em fevereiro.
Bump Stock
Arte G1
Até o momento, no entanto, a legislação proposta por Trump não avançou. No início de outubro – pouco antes dos dois últimos ataques –, o presidente norte-americano disse que a lei “viria em algumas semanas”.
Os “bump stocks” podem ser facilmente adquiridos no país. O atirador que matou 58 pessoas no massacre de Las Vegas, Stephen Paddock, tinha 12 desses equipamentos na suíte de onde fuzilou a multidão que assistia a um festival de música country em outubro do ano passado.
A proibição desses dispositivos foi defendida pelo maior grupo de apoio às armas de fogo nos EUA, a poderosa National Rifle Association (NRA). O grupo tradicionalmente resiste a qualquer iniciativa para tornar mais duras as leis de armas.
Mapa mostra local do tiroteio na Califórnia
Infográfico: Juliane Monteiro/G1

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Matéria original publicada em globo.com