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Ao menos 18 crianças menores de 2 anos foram separadas dos pais na fronteira americana, diz relatório  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  9637 2019 06 27t130836z 892604892 rc120b3c4e50 rtrmadp 3 usa immigration children   urandir   MUNDO   Ao menos 18 crianças menores de 2 anos foram separadas dos pais na fronteira americana, diz relatório
Metade delas tinha menos de um ano ao ser separada dos pais – a mais nova é um bebê romeno, que tinha 4 meses ao ser levado. Documento com novas informações sobre separações na fronteira foi divulgado nesta sexta (12). A foto, tirada em dezembro de 2018, mostra crianças migrantes recebem doces de um voluntário enquanto aguardam transporte para abrigos de emergência em El Paso, no Texas.
Jose Luis Gonzalez/Reuters
Pelo menos 18 crianças menores de 2 anos de idade foram separados dos pais na fronteira entre Estados Unidos e México, e nove delas tinham menos de um ano. Elas ficaram longe da família por períodos de 20 dias até 6 meses. O levantamento, inédito, foi divulgado nesta sexta-feira (12) em um relatório elaborado pela Câmara de Representantes dos EUA.
Em dois casos, envolvendo bebês hondurenhos que tinham apenas 8 meses e 1 ano e 7 meses quando foram levados, não está claro se as crianças chegaram a se reunir com as famílias. A criança mais nova, um bebê romeno, tinha apenas 4 meses ao ser tirada do pai.
Das 18 crianças, 10 eram de Honduras, 3 do México, 1 da Hungria, 2 da Romênia e 2 da Guatemala.
O relatório de sexta-feira foi elaborado a pedido dos democratas e traz novas informações a respeito de pelo menos 2.648 crianças que foram separadas dos pais pelo governo Trump entre abril e junho de 2018. Nesse período, entrou em vigor a “política de tolerância zero” americana.
Até hoje, segundo o relatório, ao menos 30 dessas crianças continuam separadas dos pais, apesar de um mandato judicial de reunificação emitido há mais de ano.
Outras milhares de crianças podem ter sido separadas dos pais antes de abril de 2018 e mais de 700 desde junho do ano passado até maio deste ano.
“As separações de crianças pelo governo Trump foram mais prejudiciais, traumáticas e caóticas do que o anteriormente conhecido”, diz o texto.
Detenções mais longas que o permitido
Crianças em ambrigo no Novo México no dia 27 de maio de 2019.
Adria Malcolm/Reuters
Pelo menos 241 crianças que foram separadas dos pais ficaram em instalações da patrulha de fronteira americana (CBP, na sigla em inglês) por mais tempo que as 72 horas permitidas por lei, e mais de 400 foram transportadas entre várias instalações da organização.
Muitas crianças que foram separadas dos pais ficaram sob custódia do governo por muito mais tempo do que o que se sabia antes — pelo menos 679 foram mantidas por períodos de 46 a 75 dias, e mais de 50 foram mantidas por períodos entre 6 meses e um ano. Mais de 25 crianças foram mantidas sob custódia por mais de um ano.
Mesmo depois de serem reunidas com as famílias, centenas de crianças continuaram detidas em centros para famílias por meses — o limite máximo é de 20 dias.
“Os registros obtidos pelo comitê indicam que o governo Trump separou as crianças desnecessariamente, causando atrasos nas reunificações e separações que duram até hoje”, destaca o relatório. Em alguns casos, pais foram deportados sem seus filhos.

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Matéria original publicada em globo.com