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Na Vila Belmiro, Bolsonaro divide santistas em empate com São Paulo  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  424d 15739485575dd08c8d4693b 1573948557 3x2 rt   urandir   ESPORTE   Na Vila Belmiro, Bolsonaro divide santistas em empate com São Paulo

A aparição de Jair Bolsonaro na Vila Belmiro, a primeira de um presidente no estádio durante o exercício de seu mandato, foi cercada de cuidados. Reverenciado e também hostilizado, ele deixou o estádio antes do final do empate por 1 a 1 entre Santos e São Paulo, válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O político chegou ao local cerca de uma hora antes da partida, após deixar o Forte dos Andradas, em Guarujá, também no litoral sul de São Paulo.

Bolsonaro mudou o plano inicial traçado por sua segurança pessoal. Escoltado, fez o trajeto considerado mais longo, usando um carro e uma balsa exclusiva para atender sua comitiva.

Inicialmente, estava previsto que ele pousaria de helicóptero no campo da Portuguesa Santista, a menos de 1km de distância da Vila Belmiro, e havia a recomendação para que entrasse com a partida já em andamento. 

A opção por utilizar um carro foi pessoal do presidente. Os cuidados de sua segurança aumentaram devido a uma série de mobilizações de santistas, que se manifestaram contra presença de Jair Bolsonaro na Vila Belmiro.

A rejeição à ida do político ao estádio foi defendida pela principal torcida organizada da equipe, a Jovem. Durante a partida, porém, não houve manifestação contra o político.

Neste sábado, o grupo direcionou suas atenções ao ao técnico argentino Jorge Sampaoli. Uma faixa com os dizeres “#FicaSampaoli” foi exibida dentro da Vila Belmiro.

A campanha de santistas pela permanência do argentino começou nas últimas semanas, nos minutos finais da vitória por 3 a 0 do Santos diante do Goiás, no último sábado (9), em Goiânia, pela 32ª rodada do Brasileiro.

Fora do alvo da organizada, Bolsonaro foi recebido pelo presidente do clube, José Carlos Peres, e pelo prefeito da cidade, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), além de ex-jogadores como Edu e Clodoaldo Tavares Santana. Pelé informou por meio de sua assessoria que não compareceria.

Anunciado pelo sistema de som do estádio, Bolsonaro ouviu vaias e gritos de “mito”. Um torcedor mais exaltado o chamou de “miliciano”.

O político recebeu das mãos do cartola santista a camisa com o número 10, considerada a mais mítica do clube por ter sido utilizada por Pelé. Antes do início da partida, chegou a descer do camarote para cumprimentar torcedores, mas a ação foi logo interrompida por sua segurança depois de um início de empurra-empurra . Um idoso caiu durante o princípio de tumulto.

Durante o jogo, Bolsonaro autografou camisas e fez comentários ao pé do ouvido de Peres. Com a bola rolando, o presidente foi esquecido pelos santistas, que tinham um novo alvo: o lateral direito Daniel Alves, do São Paulo.

O jogador da seleção foi o autor do gol de empate são-paulino, o que provocou a ira de torcedores que ocupavam o setor social. No segundo tempo, o camisa 10 aproveitou cruzamento de Vitor Bueno e finalizou sem chances para o goleiro Everson. 

O Santos tinha marcado primeiro, em pênalti convertido pelo uruguaio Carlos Sánchez, logo no início do confronto. Daniel Alves era hostilizado com vaias e xingamentos quando tocava na bola. Ele protagonizou discussões com santistas dentro de campo.

Com o empate, o Santos soma 66 pontos, na 3ª colocação do Campeonato Brasileiro. Já o São Paulo chegou aos 53, está em 5º, posição que garante vaga para primeira fase da Copa Libertadores da América da próxima temporada.

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fontes: folha.com.br & Urandir News