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Contra histórico de fracassos, CBF tenta emplacar nova Supercopa  Just True Urandir Pesquisa Ciencia Ufologia Tecnologia  dd85 15817196085e472038b9324 1581719608 3x2 rt   urandir   ESPORTE   Contra histórico de fracassos, CBF tenta emplacar nova Supercopa

Depois de quase 30 anos sem aparecer no calendário, a Supercopa do Brasil voltou ao cenário do futebol brasileiro. Neste domingo (16), Flamengo e Athletico-PR decidem o título em jogo único, às 11h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

A competição que põe frente a frente o campeão do Brasileiro e o da Copa do Brasil foi resgatada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que busca dar ares de grandiosidade ao evento principalmente por meio da premiação atraente para o torneio de uma partida só (R$ 5 milhões para o vencedor e R$ 2 milhões para o vice).

O valor do prêmio e a oportunidade de levantar uma taça logo no início da temporada motivam athleticanos e flamenguistas a entrarem com força máxima para o confronto.

No princípio, o evento foi concebido para abrir a temporada no dia 16 de janeiro deste ano, ainda antes do início dos estaduais. Não havia sido considerada pela confederação, porém, a ida do Flamengo ao Mundial de Clubes, disputado até 21 de dezembro. O respeito ao período de férias do time rubro-negro forçou o adiamento da competição.

“A Supercopa é uma aposta da CBF. Em termos de portfólio de competições, era o que faltava”, diz à Folha o diretor de competições da confederação, Manoel Flores. ”O jogo único foi uma escolha técnica, dá um caráter neutro à disputa e para o calendário é mais viável. Comercialmente também é mais interessante.”

A ideia da CBF é rodar as sedes pelo Brasil nas próximas edições. Para o duelo em Brasília, 40 mil ingressos foram vendidos até esta sexta-feira (14), dos 71 mil disponibilizados para venda.

O Flamengo jogou três vezes no Mané Garrincha pelo Brasileiro do ano passado (Vasco, CSA e Avaí), com média de 50.200 torcedores por partida. No clássico com os vascaínos, que recebeu 65.418 pagantes, o ingresso mais barato era o da arquibancada superior, a R$ 65 (meia-entrada).

A mesma arquibancada é vendida a R$ 100 (meia) para a Supercopa, que tem ingressos de até R$ 600 para camarotes. Um desses camarotes, inclusive, receberá um pocket show da dupla sertaneja Maiara e Maraísa e custará R$ 500, sem opção de meia-entrada.

A Supercopa terá transmissão da Globo e do SporTV. A geração de imagens, porém, será da própria CBF, com 17 câmeras no Mané Garrincha. O Canal 11, de Portugal, também adquiriu os direitos para o país.

A tentativa de fazer com que a Supercopa enfim tenha sucesso no Brasil contrasta o fracasso das duas únicas edições do torneio realizadas até hoje.

A primeiras delas, em 1990, correu o risco de não acontecer em razão da falta de datas livres para o evento. Inicialmente, o duelo entre Vasco (campeão brasileiro de 1989) e Grêmio (campeão da Copa do Brasil de 1989) estava previsto para o mês de janeiro.

“Só sabemos que não será mais possível jogar com o Vasco no dia 28 deste mês [janeiro]. Seria melhor até que esse jogo não ocorresse mais”, disse o então presidente gremista Paulo Odone, cuja declaração consta na edição de 10 de janeiro de 1990 do jornal “O Fluminense”.

Sem previsão de conseguir encaixar o torneio em meio às disputas dos estaduais e da Copa Libertadores (os gaúchos estavam também na Copa do Brasil), Grêmio, Vasco e a CBF acordaram que os confrontos entre ambos pela fase de grupos do torneio continental valeriam pela disputa da Supercopa.

No dia 14 de março, a equipe tricolor recebeu os vascaínos no Olímpico, em Porto Alegre, e venceu por 2 a 0, gols de Nílson e Darci. A partida começou com cerca de meia hora de atraso por conta de falta de energia elétrica no estádio, que recebeu pouco mais de 37 mil torcedores.

No duelo de volta, realizado no dia 18 de abril, em São Januário, o empate em 0 a 0 deu o título da Supercopa ao Grêmio, comandado por Evaristo de Macedo. Ambos os jogos foram transmitidos pela extinta TV Manchete.

O clube gaúcho, apesar de registrar a conquista em seu site, reclama por nunca ter recebido o troféu de campeão da CBF. O Grêmio já entrou com um requerimento na entidade para o recebimento de um troféu que simbolize a conquista de 1990. De acordo com o presidente tricolor, Romildo Bolzan, o clube e a confederação estão de acordo sobre a resolução dessa pendência.

Para a edição de 1991, a CBF optou por promover a competição em jogo único. O Corinthians, campeão nacional no ano anterior, e o Flamengo, vencedor da Copa do Brasil, decidiram o título no Morumbi, em São Paulo. A TV Bandeirantes transmitiu a partida.

Na edição de 27 de janeiro de 1991, dia do jogo, a Folha relatou que o time paulista ainda não sabia qual seria o critério de desempate em caso de igualdade no placar, já que aquela edição foi organizada em duelo único.

“Só tomaremos conhecimento [do critério] na hora do jogo através do representante da CBF”, disse à reportagem o então dirigente alvinegro Adilson Toledo.

A principal notícia do Corinthians, contudo, não era o confronto com o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo. Naquele mesmo 27 de janeiro, houve eleição presidencial no clube, que terminou com vitória de Marlene Matheus com 37,2 % dos votos.

Apenas 2.706 pagantes assistiram, debaixo de chuva no Cícero Pompeu de Toledo, ao gol do corintiano Neto, que deu o título da Supercopa ao clube do Parque São Jorge. A taça não é mencionada no site oficial do Corinthians.

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fontes: folha.com.br & Urandir News